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“Direita aplicou austeridade por convicção, não por falta de alternativa”

Joana Mortágua, no debate sobre o Orçamento do Estado, acusou a direita de fazer oposição de "protesto", sem apresentar ideias. Moisés Ferreira afirmou que o orçamento começa a responder a duas exigências do país, a austeridade e a pobreza, e Jorge Falcato acusou o Orçamento de falta de consideração pelas pessoas com deficiências.

Hoje, durante o debate sobre o Orçamento do Estado para 2016 apresentado pelo PS, contra o qual o PSD já votar, sem apresentar qualquer medida alternativa, Joana Mortágua acusou os sociais-democratas de fazerem oposição de "protesto" e "bota abaixismo".

"O PSD não tem ideias, não tem propostas, não quer ter responsabilidades, o PSD lava as mãos dos destinos do país e fica na bancada a apostar no fracasso. É a oposição do bota abaixismo, de quem quer ser aqui apenas a claque da Comissão Europeia e da sra Merkel" acusou a deputada bloquista.

Joana Mortágua questionou a razão pela qual o PSD decidiu votar contra "porque vai votar contra? Porque é constitucional, é isso que desmotiva e irrita o PSD? É votar um Orçamento que cumpre a Constituição? Ou é porque devolve salários e pensões?”

“Quando era para cortar, o PSD lá estava para aprovar, agora que é para devolver direitos, o PSD cá está para reprovar e votar contra o orçamento", acusou a dirigente do Bloco. Joana Mortágua prosseguiu, "o PSD quer esconder o que defende e aplicou quando era governo, a tática é esconder a convicção, que aplicaram a austeridade ao pais por convicção e não porque não tivessem alternativa", concluiu.

Porque vai votar contra? Porque é constitucional, é isso que desmotiva e irrita o PSD? É votar um Orçamento que cumpre a Constituição? Ou é porque devolve salários e pensões?

Moisés Ferreira declarou que “este orçamento responde a duas urgências para este país: não permitir o aprofundamento da austeridade que a direita propunha como programa eleitoral, e começar a responder à pobreza e ao retrocesso que o PSD e o CDS propagaram em Portugal”.

O deputado prosseguiu, afirmando que “este é o Orçamento que devolve salários e representa um ganho de 700 milhões de euros para as famílias, que apoia mais os idosos e as famílias com descendentes e ascendentes a cargo, reduz as taxas moderadoras que a direita mais que duplicou, mas ainda é insuficiente para responder à destruição de riqueza que a direita provocou. O caminho da recuperação dos rendimentos e de reforço do estado social é para continuar”.

Jorge Falcato acusou o Partido Socialista de não ter tido em consideração as pessoas com deficiências, num Orçamento que representará uma melhoria da vida da maioria da população. O deputado afirmou que “a expectativa das pessoas com deficiência é que se mude de política, de uma política assistencialista a uma política em que se reconheçam os direitos das pessoas com deficiências. Os seus direitos têm de ser reconhecidos, como os de qualquer outro cidadão. Há uma viragem neste Orçamento do Estado para a maioria das pessoas, mas que para as pessoas com deficiências isso não se verificou.”

Em todo o documento há apenas duas medidas destinadas às pessoas com deficiências, francamente insuficientes, que o deputado bloquista espera que sejam completadas por medidas adicionais na discussão na especialidade.

J Mortágua:"PSD vota contra o orçamento porque é contra os salários e as pensões"

Moisés Ferreira: "Orçamento responde a duas urgências, à austeridade e à pobreza"

J Falcato: "A expectativa das pessoas com deficiência é que se mude de politica"

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