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“Direita aplaude vigorosamente o golpe no Brasil”

Joana Mortágua destaca que a direita portuguesa está “entusiasmada com os ventos que sopram do Brasil, e está à espera que a Europa venha impor em Portugal as políticas que os portugueses e as portuguesas chumbaram nas urnas”.

Durante um jantar comício que teve lugar esta quarta-feira em Setúbal, a deputada bloquista lembrou que o Brasil, o quinto maior país do mundo, juntou-se recentemente ao “clube triste da elite conservadora, um clube mundial tão exclusivo que a ele só pertenciam, até agora, cinco países: o Brunei, Paquistão, a Arábia Saudita, a Hungria e a Eslováquia”.

A este clube, “que junta um dos maiores financiadores do Daesh e do fascismo islâmico - a Arábia Saudita - e um dos países governados pela extrema direita mais xenófoba que existe na Europa, que é a Hungria”, pertencem os países que não têm qualquer mulher nos seus governos, esclareceu a dirigente do Bloco.

Para Joana Mortágua, não é “coincidência que não se via nada assim no Brasil desde a ditadura militar”.

“Só podemos estranhar, só podemos ficar incrédulos quando, num parlamento democrático, se evoca uma ditadura sanguinária, como fez a direita brasileira, e quando se clama ou aclama pelo maior torturador dessa ditadura, como fez um deputado da direita para justificar a deposição de um governo eleito”, referiu a deputada.

“A democracia é um valor absoluto em qualquer parte do mundo”, avançou Joana Mortágua, avançando que, “quando o quinto maior país do mundo consegue ter um governo que não tem mulheres, não tem negros e, sobretudo, não tem democratas, então esse país tornou-se num lugar muito mais perigoso”.

“Esta luta é de todos e de todas nós. Achar que teremos um espaço de tranquilidade no Atlântico poderá ser apenas uma ilusão, porque deste lado do Atlântico há uma direita europeia que aplaude vigorosamente o golpe no Brasil enquanto varre para debaixo do tapete chamado Europa os nosso direitos democráticos. E há uma direita em Portugal entusiasmada com os ventos que sopram do Brasil e que está à espera que a Europa venha impor em Portugal as políticas que os portugueses e as portuguesas chumbaram nas urnas”, afirmou a dirigente bloquista.

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