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“A direita acha que tem um direito natural a governar”

Mariana Mortágua, na discussão do Orçamento do Estado, acusou a direita de optar por uma estratégia de medo e de confusão, por vergonha em expor a sua alternativa. O plano B da direita, acusou a deputada, mais não é senão a política de austeridade.

Mariana Mortágua afirmou que “o PSD ainda não perdeu uma única chance para acusar esta proposta de ser a causa da instabilidade nos mercados financeiros, a causa da instabilidade política na Europa, a causa da instabilidade dos investidores externos, bom, a causa dos males do mundo, em resumo”.

No entanto, no debate sobre o Orçamento do Estado, nem o CDS nem o PSD apresentaram qualquer proposta alternativa, “por falta de coragem, ou, talvez, por vergonha em trazer aqui a sua alternativa, PSD e CDS têm optado neste debate orçamenta por uma estratégia de medo, por uma estratégia de confusão. O PSD, em particular, não apresenta propostas, não vem a debate, não vem a jogo, anuncia o seu voto contra e, embora barulhento, continua a estar sentado numa bancada, à espera que apareça um árbitro chamado Comissão Europeia, que pare o jogo, e que devolva à direita o direito que acha que é natural. A direita acha que tem um direito natural a governar, e está só à espera que a Bruxelas lhe devolva o direito natural a governar”, acusou a deputada bloquista, que prosseguiu apesar das tentativas de interrupção das bancadas da direita.

Diretamente para o ministro das Finanças, Mariana Mortágua afirmou que o Bloco, contrariamente ao PS, acha “que o Orçamento não é um risco para os mercados financeiros, mas que os mercados financeiros são um risco para Portugal e para a execução deste Orçamento. Achamos que este Orçamento não é um risco para Bruxelas, mas que Bruxelas é um risco para o Orçamento, e é um risco para Portugal”.

“O PSD e o CDS, na sua política da confusão e do medo, vêm aqui antever o tal plano B da austeridade. Eu diria que é mais um desejo do que exatamente uma previsão. É um desejo, faz parte da estratégia de ficar sentado, à espera que o poder lhe caia no colo. Mas eu queria dizer que, sabendo que todos os orçamentos têm um risco, queria dizer claramente que não há plano B. Quem se comprometeu com uma estratégia contra o empobrecimento e pelo crescimento económico, só tem uma opção, que é aprofundar o plano A, equidade fiscal e devolução de rendimentos”, concluiu a deputada.

"Estratégia da direita é sentar-se à espera que tudo corra mal"

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