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Dinamizar gestão coletiva das florestas, defende Marisa Matias

A eurodeputada Marisa Matias visitou as zonas destruídas pelo fogo na serra do Caramulo e declarou que seria bom que “o governo português aprendesse com os erros do passado” e que, por exemplo, aproveitasse o novo quadro financeiro plurianual da União Europeia para dinamizar uma gestão coletiva das florestas.
"A maior prevenção que se pode fazer é ocupar a floresta com a atividade para a qual ela está destinada, permitindo, por exemplo, a gestão coletiva das florestas", afirmou Marisa Matias, no final da visita a zonas destruídas pelo fogo na serra do Caramulo

"A maior prevenção que se pode fazer é ocupar a floresta com a atividade para a qual ela está destinada, permitindo, por exemplo, a gestão coletiva das florestas", disse a eurodeputada do Bloco de Esquerda no final da visita. Essa política poderia representar uma maneira de apostar na floresta e evitar incêndios trágicos como os do Verão de 2013, acrescentou. Marisa Matias esteve em Vouzela, no distrito de Viseu, e visitou áreas ardidas da Serra do Caramulo, onde observou um "cenário de desolação". "É bom que o Governo português aprenda com os erros do passado e faça uma programação deste novo quadro plurianual mais adequada às realidades concretas", disse a eurodeputada do Bloco de Esquerda à agência Lusa.

Marisa Matias afirmou que é habitual falar-se de "casos de sucesso das execuções de orçamentos europeus", mas lamentou que, no que respeita à floresta, isso não se verifique. "Não foi sucesso nenhum. Pelo contrário, foi mesmo uma das áreas em que as execuções foram mais baixas. Temos tanta floresta, é uma riqueza tão grande deste país, que não faz muito sentido que não se invista mais", afirmou. Para que isso aconteça, defendeu ser preciso "que a programação seja feita de maneira adequada às realidades do país". Marisa Matias frisou que a região de Lafões, que visitou na segunda-feira, "tinha muito potencial" na sua floresta. Ao declarar que "a maior prevenção que se pode fazer é ocupar a floresta com a atividade para a qual ela está destinada”, Marisa Matias sublinhou que, no caso da serra do Caramulo, "infelizmente já foi feita a prevenção para os incêndios dos próximos dez anos e da forma mais trágica". No sentido preventivo, disse a eurodeputada do Bloco de Esquerda, “o que tem que se garantir é que os sapadores, as associações e todos os atores no terreno tenham os meios e os recursos para permitir que estes terrenos tenham capacidade de se regenerar, porque a erosão não o vai permitir se não houver uma intervenção continuada e atempada", alertou.

Nesse âmbito, lamentou que ainda não tenha sido substituída a viatura de uma equipa de sapadores florestais que ardeu no Verão passado. "A viatura é fundamental porque os sapadores não terminam o seu trabalho quando o incêndio é extinto", realçou, acrescentando que esta equipa, "em muitas das situações, tem de recorrer a viaturas próprias para poder ir para o terreno".

Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu

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