Dilan Granjo é candidato do Bloco à Câmara Municipal da Mealhada

12 de July 2017 - 14:04

O Concelho sofre de vários problemas que o Bloco “quer ver resolvidos”. Entre eles, diz, “os problemas relativos à mobilidade dentro do município.

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Daniel Granjo e Ana Luzia Cruz, candidatos à Câmara e Assembleia Municipais da Mealhada.
Daniel Granjo e Ana Luzia Cruz, candidatos à Câmara e Assembleia Municipais da Mealhada.

Dilan Granjo, 24 anos, licenciado em Línguas e Estudos Editoriais no Departamento de Línguas e Culturas (DLC) da Universidade de Aveiro e mestrando em Ciência Política no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território (DCSPT) da Universidade de Aveiro, é candidato do Bloco à Câmara Municipal da Mealhada.

Aderiu ao Bloco de Esquerda aos 22 anos sendo atualmente membro das Comissões Coordenadoras Distrital e Concelhia de Aveiro. Com atavismo na luta contra a precariedade e propinas, luta contra a municipalização da escola pública, contra a utilização de energia nuclear em Almaraz. É também ativista contra a utilização de fundos públicos para as touradas e participante ativo nas lutas pelos transportes públicos em Aveiro.

Dilan Granjo será acompanhado por Ana Luzia Cruz como candidata à Assembleia Municipal. De 51 anos, Ana é Licenciada em Ensino de Português e Francês do 3º ciclo e ensino secundário pela Universidade de Aveiro.

Militante do Bloco de Esquerda desde 2009 e atualmente membro da Coordenadora Distrital da Aveiro, é professora no Agrupamento de Escolas da Mealhada e dirigente sindical do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC). Tem-se envolvido ativamente na defesa da escola pública e nas jornadas de luta da classe docente. 

Em declarações na apresentação da candidatura, Dilan Granjo afirmou que “o Bloco tem vindo a defender os melhores interesses dos munícipes do concelho da Mealhada e tem sentido que a sua base de apoio e reconhecimento se tem alargado. Sentimos que as pessoas têm vontade de mudança. Estão cansadas de não haver uma alternativa efetiva. Por isso, iremos estar nas ruas e falar com elas, ouvir o que têm para dizer e perceber quais são os seus desejos quanto ao seu concelho. O Bloco é um partido que pretende lutar pela maioria social e só estando próximo da população é que isso é possível.”

O Concelho sofre de vários problemas que o Bloco “quer ver resolvidos”. Entre eles, diz, “os problemas relativos à mobilidade dentro do município. A câmara paga à rede privada de transportes Transdev mais de 1400€ por dia, embora esta esteja apenas disponível durante o período letivo.”

Outro dos problemas tem a ver com os acessos no âmbito da saúde no município. “Uma pessoa com mobilidade reduzida tem sérias dificuldades para se deslocar até ao nosso centro de saúde. O caso da biblioteca da Pampilhosa é outro mau exemplo em que um espaço cultural e público está vedado a qualquer cidadão com mobilidade reduzida .”

O Bloco “quer fazer a diferença num concelho que não tem apresentado soluções para atrair os mais jovens. Os números indicam que o município tem vindo a perder densidade populacional, a juntar-se ao facto de que a percentagem de desempregados de longa duração tem vindo a aumentar de 40% em 2013 para 47% em 2015.”

Por isso, o “poder político tem a obrigação de tudo fazer para promover políticas económicas que promovam a criação de emprego, atraindo nomeadamente os jovens para um futuro mais promissor, encontrando no diálogo com todos os agentes sociais as melhores respostas para os ajudar a construir o seu futuro académico e profissional.”

“O Bloco apela à participação da população de modo a poder ouvir as suas opiniões e, de forma unida, criar uma alternativa. Uma alternativa que não tem existido dentro da oposição eleita”, concluiu.