O novo presidente do Brasil não surpreendeu no discurso de tomada de posse. Anti-comunismo e anti-socialismo estiveram no centro do que disse no ato público em Brasília: “este é o dia em que o Brasil começou a libertar-se do socialismo,” anunciou. E ergueu a bandeira nacional para dizer que a bandeira brasileira “jamais será vermelha, só será vermelha se for do nosso sangue derramado para a manter verde e amarela”.
Para além do comunismo foram ainda alvos o “politicamente correto” e a “ideologia” que acusou de destruir os valores brasileiros, de descriminalizar bandidos e de punir polícias.
Apesar dos casos que se multiplicaram ainda antes da tomada de posse, fez o tradicional discurso anti-corrupção e pró-segurança “das pessoas de bem”, prometendo “restabelecer a ordem neste país”. Prometeu ainda “vida melhor” e “meritocracia”.
O candidato, que não fez campanha de rua na sequência de um ataque com faca, gabou-se ainda de ter feito “a campanha mais barata da história”.
Jair Bolsonaro fez ainda as habituais referências a Deus.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou no seu twitter o discurso de Bolsonaro no Congresso considerando-o “um grande discurso de tomada de posse”. Neste discurso tinha reafirmado a proposta de liberalizar o uso e porte de arma e prometido “reformas estruturais” “sem viés ideológico”, “estimulando a competição, a produtividade e a eficácia”
Também através do twitter, Bolsonaro tinha prometido na segunda-feira acabar com a “porcaria marxista” nas escolas. Para o presidente brasileiro o “lixo marxista” é o problema do ensino e a sua reforma irá no sentido de “avançar na formação de cidadãos e não na de ativistas políticos”.