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Despedimentos nos CTT

Sindicato denuncia rescisões por mútuo acordo como despedimentos “encapotados”. Pires de Lima, ao privatizar empresa, não via "nenhum drama" em eventuais despedimentos.
CTT
CTT, foto de Paulete Matos.

O sindicato SNTCT, em comunicado, afirma que os CTT estão a enviar cartas a trabalhadores a convocá-los para uma reunião sobre a sua situação profissional. A situação, que também foi confirmada ao esquerda.net por uma fonte nos CTT, tem como objetivo pressionar os trabalhadores a aceitarem rescisões por mútuo acordo. 

No final das reuniões, descreve o sindicato, a empresa está a dar aos trabalhadores cinco dias “de dispensa ao trabalho” para reflexão e, “na ausência de resposta por parte dos trabalhadores seguiu-se a habitual ‘atuação’ de pressão, assédio moral, ameaça de perseguição e recurso a outras medidas ‘legais’”.

O SNTCT, que contabilizou a falta de 112 postos de trabalho na distribuição do correio e de 71 no atendimento, questionou a administração da empresa sobre estas reuniões. Esta confirmou as suas intenções de despedir trabalhadores, sem os substituir. O sindicato, que denuncia a ilegalidade do processo, recomenda aos trabalhadores que não se comprometam com a administração “ninguém é obrigado a aceitar”, sublinham.

Aquando da decisão da sua privatização, em 2013, Pires de Lima, então ministro da Economia, afirmou "não posso assegurar que não haja despedimentos porque a empresa vai passar para a esfera privada”, mas, apesar disso, não via "drama nenhum na privatização dos CTT”, Esta era, para o dirigente do CDS-PP apenas “uma questão ideológica”.

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