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Desobediência financeira, a nova campanha da luta climática

O movimento Extinction Rebellion lança-se contra os cúmplices financeiros das alterações climáticas, naquilo a que chama a "Rebelião do Dinheiro".
Faixa do Extinction Rebellion.
Faixa do Extinction Rebellion.

O movimento Extinction Rebellion, a Rebelião da Extinção, anunciou o lançamento de uma campanha de “desobediência financeira”, pretendendo expor as cumplicidades entre os grandes grupos financeiros e as empresas que lucram com os projetos na área dos combustíveis fósseis.

A chamada Rebelião do Dinheiro parte do princípio de que “este sistema está disposto a sacrificar a nossa saúde, clima e mundo natural em benefício das fortunas de uns poucos”. Assim, não é ele que nos pode proteger porque as suas estruturas, ao mesmo tempo, causam as crises ambientais e ignoram-nas. É portanto preciso “quebrar as regras”, expor e perturbar as regras e instituições económicas que “nos estão a conduzir ao colapso enquanto sociedade: crescimento, dívida, bancos, governo.”

O movimento propõe ações diretas não violentas através de um guia dirigido aos grupos locais que as queiram empreender. Perturbar a ação de bancos, bolsas “e outras instituições financeiras não eleitas que tomam decisões enormes” sem prestarem contas, ou redirigir empréstimos e investimentos individuais dos bancos e instituições financeiras que financiam projetos na área dos combustíveis fósseis e das indústrias poluentes para grupos que apoiem a justiça climática (aquilo a que chamam “desobediência da dívida”) são duas formas desta rebelião.

Também existe uma “caixa de ferramentas” para a desobediência fiscal, destinada a donos de pequenas empresas que queiram desviar parte do dinheiro dos seus impostos para “aqueles que estão a mostrar ao governo como se faz”, uma vez que o Estado continua a apoiar as indústrias poluentes. Há também conselhos legais para quem não está em condições de pagar as suas dívidas devido a políticas especulativas de senhorios e práticas abusivas de bancos. Esta “caixa” foi pensada especificamente para a realidade legal do Reino Unido.

Ao Guardian, Gail Bradbrook, uma das fundadoras do grupo, sintetiza que querem “uma economia que faça crescer saúde e bem-estar, não dívida e emissões de carbono”. “Precisamos ter uma conversa de adultos sobre porque é que a nossa economia política está a matar a vida na Terra”, acrescenta.

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