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Desempregados registados nos Centros de Emprego caem 11% face a 2015

No entanto, a recuperação económica de 2016 não reduziu a disparidade de género nem os motivos de desemprego: 50% das novas incrições devem-se a relações laborais precárias.
A disparidade de género agrava-se tanto na perspetiva geracional como na de instrução, revelam os dados do IEFP
A disparidade de género agrava-se tanto na perspetiva geracional como na de instrução, revelam os dados do IEFP

Segundo o relatório mensal do IEFP relativo a Novembro de 2016, o total de desempregados registados no País diminuiu 11,6% em comparação com o mẽs homólogo de 2015 e -0,8% face a Outubro de 2016.  Existem hoje 486 434 indíviduos registados face 550 250 em 2015.

A evolução mostra uma disparidade de género relevante: -13,4% nos homens e -10% nas mulheres; e uma disparidade geracional maior embora expectável de -17.3% nos jovens e -10,7% nos adultos.

Todos os níveis de instrução registaram quedas, com particular ênfase no 1º ciclo do ensino básico com -14% face ao mês homólogo de 2015; -9,3% no secundário e -10,9% no superior.

Embora o desemprego tenha caído em todas as regiões, é na região centro que o efeito é mais relevante, com uma queda de 16,4%.

A disparidade de género agrava-se tanto na perspetiva geracional como na de instrução: se nos homens acima dos 25 anos a queda é de -12,8%, já nas mulheres acima de 25 anos a queda é de apenas -8,9%.

A disparidade de género é aliás o único indicador que, apesar da recuperação pós-austeritária, se mantém inalterado, com um número de mulheres desempregadas sustentadamente maior do que homens desempregados desde 2013.

Por grupos de profissões, a maior queda do desemprego regista-se no grupo de trabalhadores qualicados da indústria, condução e artíficies (-19%), e operadores de instações e máquinas e trabalhadores de montagem (-17%).

Merece destaque também os motivos de novas inscrições de desempregados ao longo de novembro deste ano, onde a esmagadora maioria (50%) se deve a "fim de trabalho não permanente".

Para comparação, 9% provêm de despedimento estrito e, ainda mais significativo, apenas 2% correspondem a despedimentos por mútuo acordo. Ou seja, a maior fonte de desemprego registada no último mês deve-se à precariedade de relações laborais.

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