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Desalojados do 6 de Maio exigem respostas ao governo

Um grupo de desalojados do Bairro 6 de Maio esteve esta quarta-feira no Ministério do Ambiente para exigir medidas que respondam à situação das famílias vítimas das demolições da Câmara da Amadora.
As demolições da Câmara da Amadora voltaram a semana passada ao Bairro 6 de Maio.

Os desalojados do Bairro 6 de Maio, na Amadora, que viram as suas casas demolidas ou estão sob essa ameaça, deslocaram-se ao Ministério do Ambiente, onde deixaram 60 cartas a exigir a suspensão das demolições e uma solução negociada com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e Segurança Social.

O grupo recebeu a promessa de resposta até ao início da próxima semana. Nas cartas enviadas ao governo e à Câmara da Amadora, as famílias desalojadas apelam ao governo para que "assuma as suas responsabilidades em termos de proteção social e assegure o direito à habitação das famílias que foram despejadas no Bairro 6 de Maio” e voltam a exigir à Câmara da Amadora a suspensão das demolições.

"Há pessoas idosas, muitas delas doentes, que foram desalojadas e outras estão a ser pressionadas para sair de casas que serão demolidas", afirmou Rita Silva, da Associação Habita, à agência Lusa, acrescentando que um dos objetivos da associação é que o Orçamento do Estado para 2017 “tenha uma dotação para a habitação social”.

A Habita apela ainda à solidariedade com os desalojados através do envio de emails para pressionar o governo e autarquia a encontrarem uma solução para estas famílias:

 

Na quarta-feira de manhã, uma delegação de 20 moradores esteve no parlamento a assistir ao debate em Comissão do Projeto de Resolução apresentado pelo Bloco de Esquerda, que reclama ao Governo medidas de atualização do programa especial de realojamento (PER). A iniciativa baixou para debate na especialidade ao Grupo de Trabalho de Habitação e Políticas Urbanas, coordenado pela deputada Helena Roseta.

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