You are here

Deco lança campanha para redução de embalagens

As embalagens em excesso não são necessárias à preservação ou proteção dos produtos e aumentam o consumo de mais recursos naturais e de energia. A associação de defesa do consumidor quer combater o desperdício.
Imagem da campanha #euexijoforadacaixa.
Imagem da campanha #euexijoforadacaixa.

A associação de defesa do consumidor Deco lançou esta terça-feira uma campanha que pretende pressionar as empresas a prescindirem de duplas embalagens. Na página criada para o efeito, #euexijoforadacaixa, apresentam-se os efeitos nocivos do desperdício causado por embalagens desnecessárias, mostram-se exemplos que a organização detetou e apela-se ao envio de imagens que possam ilustrar mais situações do género.

A Deco calcula que “se todas as famílias comprarem, pelo menos uma vez, um cabaz com produtos sobre-embalados” gerarão 1.050 toneladas de embalagens desnecessárias, o equivalente “ao peso de 175 elefantes”. E esta será, ainda de acordo com a organização, “uma estimativa conservadora” uma vez que “vamos às compras várias vezes por mês e muitos produtos têm excesso de embalagem”.

Este excesso “agrava o consumo de recursos naturais e gera mais desperdício”. Portanto, reduzir a quantidade de embalagens “preserva os ecossistemas e os recursos naturais que seriam usados para produzir matérias-primas como o papel, o plástico ou o metal”. Para além disso, a medida pouparia custos: “quanto menos embalagem, menos espaço o produto ocupa, por exemplo, no camião de transporte ou no armazém do supermercado. Logo, maiores quantidades podem ser transportadas e armazenadas ao mesmo tempo, podendo contribuir para reduzir os custos do produto da origem até à venda. Estes ganhos podem – e devem – refletir-se numa descida do preço de venda para o consumidor”, defendem.

Elsa Agante, dirigente na área da energia e sustentabilidade da Deco Proteste, em comunicado, reforça a ideia de que “existem muitos produtos em que as segundas embalagens são completamente desnecessárias porque na verdade não são essenciais ao nível da preservação ou proteção dos produtos e exigem o consumo de mais recursos naturais e de energia na produção, transporte e distribuição, acabando por serem descartados, muitas vezes, mal chegamos a casa".

A Deco quer com a campanha “pressionar o governo e trabalhar com as marcas para reduzir as embalagens desnecessárias”. E avança com algumas soluções “para mudar o mercado” como, por exemplo, "sempre que possível, eliminar o embalamento de frutas frescas e vegetais frescos, contribuindo para a redução dos resíduos e do desperdício", "eliminar a utilização de embalagens secundárias em produtos em que não há qualquer valor acrescentado", "banir progressivamente as embalagens que recorram ao uso de diferentes tipos de materiais".

Termos relacionados Ambiente
(...)