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Dão, Douro, Trás-os-Montes e Cister registam perdas entre 20% e 40% na vindima

As quebras na produção de vinho das regiões do Dão (-27%), Douro (-26%), Trás-os-Montes (-22%) e Cister (-39%) são desproporcionalmente acentuadas face ao resto do território. A nível nacional, a quebra deverá ser de apenas 3%.
Em Portugal continental, é nas regiões demarcadas mais a norte que se registam as maiores perdas.
Em Portugal continental, é nas regiões demarcadas mais a norte que se registam as maiores perdas. Foto via flickr de Rosanetur.

O aumento em Lisboa e Alentejo compensa, em parte, a quantificação da produção a nível nacional. Assim, segundo artigo do Jornal de Notícias, o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) estima que a produção de vinho nacional deverá cair apenas 3% em 2020, o que coincide com as previsões avançadas em julho, antes da vindima.

A análise, até 19 de novembro, das declarações de colheita e produção, cuja entrega terminou a 15 de novembro, revelou que há mais regiões com menos vinho nesta vindima do que o expectável. Mostram uma produção total de 6,271 milhões de hectolitros de vinho, abaixo dos 6,287 milhões previstos em julho.

No entanto, segundo o JN, o IVV alerta para que esta é ainda uma “primeira avaliação”, dado que há declarações que estão a ser submetidas fora do prazo. Além do mais, a Madeira “só terá os seus dados processados no decorrer do mês de dezembro”.

Em Portugal Continental, é nas regiões demarcadas mais a norte que se registam as maiores perdas. A Região do Douro, a maior produtora de vinho no país, vai em 2020 ter uma quebra superior a 400 mil hectolitros, o que corresponde a menos 26% face ao ano passado, e acima da quebra de 20% inicialmente prevista.

Outras regiões com quebras bastante significativas são as de Trás-os-Montes (-22%), Terras do Dão (-27%), Beira (-15%) ou Cister (-39%). Por outro lado, esperavam-se aumentos que entretanto não se verificaram, nos vinhos verdes, que deverão ter uma produção em linha com 2019, na Península de Setúbal (-6%) e no Algarve (-10%).

Em contrapartida, de acordo com o artigo do JN, a produção em Lisboa deverá crescer 24%, consideravelmente acima dos 5%. O Alentejo, cuja previsão apontava para um crescimento de 5%, está agora com uma produção superior à do ano anterior em 13%.

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