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Dados sobre execução orçamental revelam “um enorme saque fiscal”

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, sublinhou que a conclusão que pode ser retirada dos dados da execução orçamental divulgados esta terça feira “é que as pessoas são cortadas nos salários e nos impostos para pagar o saque que a finança está a fazer ao país, essa é a escolha do Governo”.

“Esmiuçando os números, o que vemos é o resultado de um enorme saque fiscal, um ataque brutal aos rendimentos do trabalho, por via do IRS, e por outro lado, o resultado nos cortes dos salários da administração pública”, frisou o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares, reagindo à síntese da execução orçamental de fevereiro, divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

O dirigente bloquista lembrou ainda que em “apenas em dois meses aumentou em 250 milhões de euros o pagamento da dívida pública em relação ao ano anterior”.

“Corta-se na vida das pessoas, nos salários, aumenta-se o imposto do trabalho e o resultado é que isso serve para o saque através da dívida pública”, criticou.

“As pessoas são cortadas nos salários e nos impostos para pagar o saque que a finança está a fazer ao país, essa é a escolha do Governo”, concluiu.

De acordo com a síntese da execução orçamental de fevereiro, entre janeiro e fevereiro, o Estado arrecadou um total de 6231 mil milhões de euros em impostos, o que representa um aumento de 7,2% face ao mesmo período do ano passado. A receita aumentou 14,7% com impostos diretos e 2,9% com os indiretos. O IVA rendeu mais 3,6% e as receitas do IRS cresceram perto de 18%.

A despesa da administração central cresceu 6,4% devido aos juros da dívida, que aumentaram 48% em relação ao mesmo período de 2013. O Estado gastou menos 1,8% com pessoal.

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