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Cultura está em "blackout" contra o racismo

O pontapé de saída foi dado pelo setor da música, mas rapidamente se estendeu a outras áreas. Vários artistas e entidades culturais publicaram esta terça-feira nas suas redes sociais uma imagem a negro com as hashtags #theshowmustbepaused e #blackouttuesday.

"O espetáculo deve fazer uma pausa" (#TheShowMustBePaused), é o mote do protesto contra a discriminação racial, que surgiu na sequência da morte de George Floyd, Breonna Taylor, Ahmaud Armery e vários outros cidadãos afroamericanos assassinados pela polícia.

A iniciativa foi lançada por Jamila Thomas, diretora sénior de marketing da Atlantic Records e uma ex-colega, Brianna Agyemang. No site criado para divulgar a ação escrevem que “a indústria da música é uma indústria multibilionária” que “lucra predominantemente com a arte negra”.

“A nossa missão é falar com o setor em geral, incluindo grandes empresas e seus parceiros que beneficiam dos esforços, lutas e sucesso dos negros”, acrescentam, defendendo que é “obrigação dessas entidades proteger e capacitar as comunidades negras que os tornaram incrivelmente”.

Atlantic Records, Capitol Music Group, Warner Records, Sony Music, Def Jam Apple Music, Rolling Stones, Spotify e Columbia constam da lista de entidades que aderiram ao protesto, bem como personalidades e bandas como Radiohead, Yoko Ono, Billie Eilish, The 1975, BTS, Rihanna, Christina Aguilera, Cardi B, Britney Spears, The Verge, Elton John, The Prodigy, The Who, Morrissey, Adam Savage, Anastacia, Michael B. Jordan.

Nos últimos dias, dezenas de outras celebridades, incluindo Beyonce, Jay-Z, Dr. Dre, Taylor Swift, Billie Eilish, Killer Mike, Jamie Foxx e Ariana Grande também manifestaram o seu total repúdio face à discriminação racial e à atuação das forças policiais.

O #TheShowMustBePaused também tem ecos em Portugal, contando com as adesões da Vice Portugal e da Comunidade Cultura e Arte, ou de personalidades como Filomena Cautela.

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