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CTT: greve nacional e manifestação no dia 23 de fevereiro

Os trabalhadores do grupo CTT marcaram uma nova greve para dia 23 de fevereiro, contra a redução de pessoal e o encerramento de postos de atendimento, apelando à população a juntar-se ao protesto em Lisboa, marcado para o mesmo dia.
CTT: greve nacional e manifestação no dia 23 de fevereiro
Os sindicatos apelam à participação da população, na manifestação marcada para o mesmo dia da greve, 23 de fevereiro, com ponto de encontro às 14h30, na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa. Foto de Paulete Matos

A greve e manifestação, convocadas para o dia 23 de fevereiro, foram anunciadas através de um comunicado conjunto, assinado por quatro sindicatos: o SNTCT, o Sindetelco, o Sincor e o SINTTAV. Os trabalhadores defendem “a reversão da privatização dos CTT - Correios de Portugal e um serviço postal universal de qualidade”.

No documento, os sindicatos contestam ainda os despedimentos, o encerramento de estações de correio e a sobrecarga de trabalho dos carteiros. "Os sindicatos subscritores deste comunicado, confrontados com a destruição da Rede Pública Postal e da qualidade de serviço pela Comissão Executiva dos CTT, decidiram continuar a luta", afirmam, salientando ainda os contactos que tiveram com as populações, as reuniões com comissões de utentes e com autarquias, as audições com os grupos parlamentares, as audições nas Comissões Parlamentares de Trabalho e Economia e também as reuniões com a ANACOM e ANMP.



Após estes contactos, referem, tornou-se claro que "os CTT têm de aumentar o número de trabalhadores, de giros e de estações atualmente existentes e não, como anunciaram, fechar estações e despedir trabalhadores". Além disto, “o Governo tem que assumir as suas responsabilidades no sentido de salvaguardar a Rede Pública Postal e para que o Serviço Postal Universal volte a ser prestado com qualidade às populações e empresas", defendem ainda os sindicatos, apelando à participação da população, na manifestação marcada para o mesmo dia da greve, com ponto de encontro às 14h30, na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa.

Municípios pedem à Administração dos CTT para acabar com fecho de estações e despedimentos

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) “exorta a administração dos CTT a colocar um fim nas medidas restritivas que têm sido implementadas, cessando as políticas de encerramento de estações e de dispensa de trabalhadores”, disse o presidente da associação, Manuel Machado, esta terça-feira, quando falava aos jornalistas, após a reunião do Conselho Diretivo, em Coimbra.

As estações e postos dos CTT são “essenciais à garantia de um serviço postal que promova a qualidade de serviço e uma maior proximidade às populações”, defendeu o presidente da ANMP, citado pela Lusa, afirmando ainda a sua “mais profunda preocupação com a atual situação” do “serviço público postal” prestado pelos CTT.



“A intenção manifestada pela empresa de fechar mais 22 estações de correios e de dispensar várias centenas de trabalhadores” representa, para a ANMP, “um passo mais na direção de uma maior degradação nas condições de prestação de serviço universal postal”.

Recordando que compete à entidade reguladora – ICP-ANACOM – “fixar os parâmetros da qualidade de serviço e os objetivos de desempenho para o triénio 2018-2020, associados à prestação do serviço universal pelos CTT”, a ANMP apela para que esta seja “exigente e rigorosa nos parâmetros a estabelecer”.

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