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Covid-19: Restrições diminuem os contágios em 40% numa semana

Confinamento está a ter resultados semelhantes aos de março e abril. Linha SNS24 colapsou nos picos da pandemia, com recorde de chamadas a 17 de janeiro.
Taxa de transmissibilidade reduz-se com agravamento de medidas de confinamento
Foto de Ana Feijão

O agravamento das medidas de confinamento, nomeadamente o encerramento das escolas, ajudaram a uma diminuição mais rápida da taxa de transmissibilidade do vírus que provoca a covid-19, dando resultados semelhantes aos de março e abril, de acordo com o jornal Público.

Numa semana foi possível reduzir entre 35% e 40% a taxa de transmissibilidade, mas ainda se mantêm números altos de internamentos e óbitos.

O coordenador do projeto Covid19 Insights, entidade responsável pelo estudo, Pedro Simões, disse ao Público que “para avaliarmos um confinamento o que importa é medir o seu efeito. A eficácia de um confinamento vê-se pela queda da taxa de transmissibilidade. Esta taxa é o produto de dois elementos: taxa de contacto - sobretudo representada pela mobilidade - e a probabilidade de transmissão - representada pelas características do vírus e pelas barreiras de proteção que usamos”.

A iniciativa, que parte da nova IMS e da Cotec, compara este confinamento com o de março e abril. “Estimamos que no princípio deste confinamento que essa redução da transmissibilidade do vírus se fez a uma velocidade que seria de 30% da velocidade da que se fez em março e abril, ou seja, estava a 30% do efeito conseguido no primeiro confinamento”, apontou Pedro Simões.

A taxa de transmissibilidade mudou porque “até dia 17 de janeiro a presença em locais de trabalho era ainda muito forte. Já havia alguma queda face ao nível de referência - média da mobilidade de janeiro e fevereiro de 2020, quando ainda não havia pandemia - de -11% a -26%, mas agora a quebra vai em mais de 40%, sublinhou o especialista.

O pico de prevalência deverá acontecer nos próximos dias, com cerca de 182 mil casos ativos. Em fevereiro, este número deverá descer para 160 mil casos e espera-se que no dia 7 de fevereiro existam 5900 pessoas internadas com covid-19. Destas, 826 em cuidados intensivos.

Linha SNS24 bloqueia em picos da pandemia

Segundo o Jornal de Notícias, no dia 17 de janeiro bateram-se recordes no total de ligações recebidas pela Linha SNS24. No pico da segunda vaga da pandemia, em novembro, foram feitos 936 mil contatos, numa altura em que era esta entidade a emitir declarações de isolamento,

A segunda vaga teve o seu pico entre o dia 18 e 21 de novembro e ficaram milhares de chamadas por atender. Dos 936 mil contatos efetuados à Linha SNS24, 120 mil não foram atendidos, o que representa uma média de 4 mil chamadas por dia.

Os números publicados no Portal da Transparência mostram o mês de novembro com a taxa mais baixa de atendimento, um total de 87,68%, seguindo-se outubro com 94,27%. A procura da Linha SNS24 foi 3,4 vezes superior à da primeira vaga, em abril.

O tempo de espera na segunda vaga foi de 6 minutos, mas em dezembro, com a procura a diminuir num 42%, o número de chamadas não atendidas desceu consideravelmente, numa média de 18 por hora, ao contrário de novembro, que foi de 166 por hora.

A Ordem dos Médicos já propôs que as linhas fossem autonomizadas, isto porque a Linha SNS24 não é uma linha exclusiva para a covid-19.

 

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