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Covid-19: Mais de 1500 militares do Exército e Marinha rejeitaram a vacina

Força Aérea não revela dados, mas afirma que existem militares que se assumem como negacionistas. Marinha tem o segundo surto em três meses e os infetados estão a dormir no hangar de um navio ao relento entre a Suécia e Noruega.
Fragata Corte Real - Foto de Marinha Portuguesa | Facebook

800 efetivos da Marinha rejeitaram vacinar-se contra a covid-19 (10% do efetivo) e no Exército foram 756 militares (6%). A Força Aérea negou-se a fornecer estes dados, de acordo com o Diário de Notícias (DN). Estas percentagens são significativamente superiores à recusa da vacinação pela sociedade civil, que ronda os 2%.

Fontes militares revelaram ao DN que “há negacionistas nas Forças Armadas” e que estão a colocar em causa algumas operações, como por exemplo, os recentes surtos nos navios da Marinha. No entanto, esta informação é negada pelos comandos.

A Marinha anunciou na semana passada que existia um novo surto de covid-19 na fragata Corte Real, integrada na Força Naval Permanente nº1 da NATO, atracada em Karlskrona, na Suécia.

Segundo o Estado-Maior-General das Forças Armadas, referiu que esta situação “não teve impacto na continuidade da missão”, mas os infetados (eram 35 dos 128 militares até esta segunda-feira) estão a dormir ao relento no hangar do navio, que viaja entre a Suécia e a Noruega, com temperaturas mínimas.

Este é o segundo surto conhecido, o primeiro aconteceu em agosto no NRP Douro, destacado na Madeira.

A Associação Nacional de Sargentos olha com estranheza esta situação defendendo que “a taxa de vacinação devia ser 100% nas Forças Armadas, incluindo pelo exemplo que devem dar à população”:

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