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Corbyn responde a Trump: “O nosso sistema de saúde não está à venda”

A visita de Donald Trump a Londres ficou marcada pelos protestos nas ruas. Mas também pelo desejo dos EUA de ver o serviço público de saúde britânico na mesa de negociações do acordo comercial entre os dois países no pós-Brexit.
Protesto contra Trump em Londres.
Protesto contra Trump em Londres. Foto Andy Rain/EPA

“Theresa May estava ao lado de Donald Trump quando este disse que o NHS [National Health Service] vai estar “na mesa” do acordo comercial com os EUA. Isso é o que os concorrentes à liderança dos Conservadores e Farage vão ter com os seus planos de capitalismo do desastre do No Deal. Todos eles têm de perceber: o nosso NHS não está à venda”, afirmou o líder trabalhista nas redes sociais, reagindo às palavras de Donald Trump.

Jeremy Corbyn reafirmou esta opinião no fim de uma manifestação de protesto que juntou 75 mil pessoas, segundo os organizadores. Para Donald Trump, esta foi uma manifestação “muito pequena”, ao contrário das que afirmou ter visto a apoiá-lo nas ruas no dia da sua chegada.

O presidente norte-americano tinha defendido horas antes, durante o segundo dia da sua visita de estado, um acordo comercial com o Reino Unido em que as empresas dos EUA terão acesso a todos os setores da economia britânica. “Quando se negoceia sobre comércio, está tudo em cima da mesa. O NHS e tudo o resto. Muito mais que isso”, respondeu Trump aos jornalistas. Segundo o Guardian, a primeira-ministra demissionária Theresa May “pareceu ter explicado a Trump o que era o NHS antes de ele responder à pergunta”.

A viagem de Trump também serviu para distribuir elogios por dois dos nomes falados para suceder a Theresa May na liderança dos Conservadores, Boris Johnson e Jeremy Hunt. O presidente norte-americano teve encontros com Nigel Farage e os conservadores pró-Brexit Iain Duncan Smith e Owen Paterson.

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