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Corbyn diz que resposta militar na Síria pode agravar conflito e provocar mais dor

O líder do Partido Trabalhista britânico considera que o atentado de Paris foi “terrível” e pensa que derrotar o Estado Islâmico (EI) passa por encontrar uma resposta política para o conflito sírio. Corbyn salienta também que é preciso questionar o papel da Arábia Saudita e a venda de armas na região.
Em entrevista à ITV, Corbyn salienta que é preciso questionar o papel da Arábia Saudita e a venda de armas no Médio Oriente

O recentemente eleito líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, foi entrevistado pela ITV sobre os atentados de Paris, que causaram, pelo menos, 129 mortes e centenas de feridos.

Corbyn começou por considerar “terrível” o atentado de Paris e alertou que uma resposta militar pode provocar ainda mais dor. “Uma guerra não traz necessariamente mais paz: muitas vezes pode provocar mais conflitos, mais caos e mais perdas”, afirmou.

O líder trabalhista considera que para derrotar o EI é preciso encontrar uma saída política para o conflito na Síria. “Não estou a dizer sentarmo-nos à mesa com o EI, estou a falar de uma resposta política que ajude a encontrar uma espécie de governo de unidade, um governo técnico na Síria”, disse.

Corbyn diz que as conversações sobre o conflito na Síria realizadas neste fim de semana mostraram sinais positivos e aponta que "é chave” que Irão, Rússia, EUA, União Europeia se juntem à mesa com todos os governos regionais, “em particular, a Turquia”.

Quem está a armar o EI?”

James Corbyn assinala também que há um conjunto de questões que precisam de ser levantadas. “Quem está a armar o EI? Quem lhes está a fornecer abrigos seguros? Para responder a isto, é preciso fazer perguntas sobre as armas que são vendidas na região, o papel da Arábia Saudita nisso. Acho que há algumas questões muito importantes e devemos ser cuidadosos”, afirmou o líder trabalhista e conhecido ativista da luta pela Paz.

Na sua eleição, como líder do partido trabalhista, Corbyn criticou a venda de armas pelo Reino Unido no Médio Oriente, considerando que contribuem significativamente para agudizar os conflitos na região.

Em 2013, segundo o The Independent, o Reino Unido teve receitas de 12 mil milhões de libras com a venda de armas a regimes repressivos do mundo, muitos dos quais do Médio Oriente e de África.

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