Convergência das forças democráticas em Cascais

29 de September 2017 - 18:57

As diferentes forças políticas “com projetos alternativos ao absolutismo até hoje reinante” em Cascais, definiram “20 propostas para uma alternativa democrática em Cascais".

PARTILHAR
As diferentes forças políticas comprometeram-se com o combate aos "empreendimentos de natureza privada" na Saúde e Educação.
As diferentes forças políticas comprometeram-se com o combate aos "empreendimentos de natureza privada" na Saúde e Educação.

As diferentes forças políticas “com projetos alternativos ao absolutismo até hoje reinante” em Cascais realizaram um conjunto de reuniões, sob a iniciativa da Plataforma Cascais - movimento cívico (PC-mc), onde definiram “20 propostas para uma alternativa democrática em Cascais. 

O Partido Socialista (PS), a Coligação Democrática Unitária (CDU), o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) e o Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) manifestaram a sua disponibilidade para um diálogo comum, bem como a sua “disponibilidade” para, logo após o ato eleitoral, “encetarem o diálogo adequado à prossecução dos objetivos que respondem aos anseios dos cascalenses”.

Em primeiro lugar, as diferentes forças políticas comprometeram-se com “uma democracia local mais transparente, participada e dialogante”, assegurando a “efetiva capacidade de fiscalização” por parte da Assembleia Municipal e as Assembleias de Freguesia. 

Querem também uma “verdadeira participação” na elaboração e execução do orçamento camarário, realizando uma auditoria independente ao setor empresarial municipal. 

Definiram também um conjunto de prioridades para “um desenvolvimento justo” e “sustentável”, nomeadamente nas áreas da saúde, habitação, emprego, educação e cultura. Em concreto, pretendem “reavaliar os empreendimentos de natureza privada”, anunciados no campo da Saúde e da Educação, “tendo em vista a salvaguarda do património municipal e a defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública”.

Também nas questões do Urbanismo, pretendem reavaliar “na perspetiva do interesse público, os empreendimentos de maior dimensão, nomeadamente os urbanísticos como a Marina, o Hotel Nau, o Cruzeiro, o antigo edifício do SMAS, a bateria da Parede, a urbanização na Areia, a entrada de Cascais, o antigo Hospital de Cascais, o Plano de Pormenor do Espaço de Reestruturação Urbanística de Carcavelos Sul (PPERUCS), o antigo Hospital Ortopédico José de Almeida”.

Sobre requalificação ambiental, pretendem “suster o crescimento da construção e a impermeabilização dos solos”, ampliando as zonas verdes do concelho, designadamente o  “Parque Natural Sintra-Cascais, as áreas da Rede Ecológica Nacional (REN) e da Rede Agrícola Nacional (RAN)”.