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Controladores aéreos suspendem greve

Seis sindicatos representativos dos trabalhadores da empresa responsável pelos serviços de tráfego aéreo português suspenderam a paralisação que pretendia alertar para o abandono da NAV depois do Governo ter nomeado a totalidade do Conselho de Administração. Notícia atualizada às 15h29 de 29/06/2016.
Centro de Controlo de Tráfego Aéreo de Lisboa da NAV Portugal, no aeroporto de Lisboa. Foto de Manuel de Almeida/Lusa

Em comunicado, "os trabalhadores da NAV Portugal e sindicatos seus representantes congratulam-se com o anúncio do Governo indicando a composição da totalidade do novo Conselho de Administração da empresa, que abre perspetivas de normalização do funcionamento após meses de abandono".

O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas defende, por sua vez que "a nomeação do novo Conselho de Administração cria as condições para o pleno desenvolvimento da empresa responsável pelo controlo do tráfego aéreo em Portugal continental e nas Regiões Autónomas".

O tenente-coronel Albano Manuel Carvalho Coutinho vai presidir a partir de 1 de julho à NAV Portugal, e terá como vogais Francisco Gil e Egídia de Queiroz Martins.

Greve pretendia alertar para abandono da NAV

"Os trabalhadores da NAV Portugal veem-se forçados a recorrer ao derradeiro instrumento constitucional para chamar a atenção do País para os impactos decorrentes da situação que se vive na empresa e do abandono a que tem sido votada", lia-se no comunicado subscrito pelo Sindicato dos Técnicos de Informação e Comunicações Aeronáuticas, Sindicato dos Controladores de Tráfego Aéreo, Sindicato dos Técnicos de Segurança Aérea, Sindicato dos Técnicos de Navegação Aérea, Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil.

No texto, citado pela agência Lusa, as seis estruturas sindicais sublinhavam que "há vários meses que os sindicatos representativos dos trabalhadores da NAV Portugal vêm alertando o Governo, através do Ministério do Planeamento e Infraestruturas, para os graves problemas que afetam a empresa e os seus trabalhadores".

"Os alertas têm sido reiterados em relação às implicações negativas de não haver um Conselho de Administração devidamente capacitado para a normal gestão da empresa e para o bloqueio na implementação do quadro orçamental previsto no Plano Nacional de Desempenho, já devidamente validado pela Comissão Europeia", acrescentavam.

Os sindicatos mencionavam "os progressos ocorridos" com a designação do tenente-coronel Albano Coutinho para presidir a partir de 1 de julho, em regime de substituição, ao Conselho de Administração da NAV Portugal, sublinhando, contudo, que "esta nomeação única não altera em nada a atual situação de incapacidade de gestão da Empresa, exigindo-se a nomeação imediata da totalidade dos três membros do Conselho de Administração".

"É imperioso que sejam tomadas as decisões estratégicas que se impõem numa organização como a NAV Portugal, sob pena de ficar em causa, de forma grave, a operacionalidade da empresa que é responsável pela segurança de mais de 100 milhões de passageiros que anualmente utilizam o espaço aéreo nacional", alertavam.

Os pré-avisos de greve incluíam períodos diários de duas horas na quinta-feira, dia 30 de junho, das 14h às 16h, e nos dias 8, 15, 22 e 29 de julho, das 8h às 10h.

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