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Contratação de mediadores para comunidade cigana vai avançar

O governo anunciou a entrada de 50 mediadores no próximo ano letivo. Esta reivindicação antiga do Bloco estava incluída nas conclusões do grupo de trabalho formado com o Governo e o PS.
Foto Fernando Moital/Flickr

A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade anunciou esta quinta-feira a contratação de 50 mediadores socio-culturais para ajudar a comunidade cigana já a partir de setembro.

A medida vinha sendo proposta pelo Bloco de Esquerda e fez parte das negociações do grupo de trabalho sobre combate à pobreza e proteção social. Na altura, o governo não se comprometeu com números, mas ficou registada a realização de um estudo por parte do Ministério da Educação, em colaboração com instituições de ensino superior, Observatório para as Migrações e organizações não governamentais, que identificasse “as zonas de potencial conflito para a introdução de mediadores culturais."

A concretização deste compromisso foi anunciada graças à confirmação do financiamento obtido junto das instâncias comunitárias, através do programa Portugal 2020, para a contratação destes mediadores que intervêm para dirimir conflitos entre comunidades.

“Temos a expetativa de que no próximo ano letivo, a partir de setembro ou outubro, possamos ter no país 50 mediadores”, afirmou Catarina Marcelino à Antena 1, considerando que se trata de “um passo muito importante, porque a mediação tem-se demonstrado uma ferramenta importantíssima para mediar os conflitos entre as comunidades ciganas e a comunidade maioritária”.

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