Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção, adiantou, em declarações ao Dinheiro Vivo, que, em média, saem por dia 100 trabalhadores da construção para trabalhar na Europa, o equivalente a 26 mil ao ano.
“Se calhar, até peca por defeito. Há muitos trabalhadores sobre os quais não temos controlo. Mas esta realidade vai continuar enquanto por cá lhes pagarem o salário mínimo. Os que ganham 1200 e 1300 euros não emigram”, destacou o dirigente sindical.
Albano Ribeiro alertou ainda para a exploração de “milhares de trabalhadores clandestinos” oriundos do Brasil e da Índia, que trabalham sem condições mínimas, com longas horas de trabalho e salários baixos.
“Vamos pedir a intervenção das autoridades e da associação patronal porque este combate à clandestinidade é de todos. Os empresários também estão a ser penalizados com esta concorrência desleal dos patrões que não cumprem com ninguém, nem com o Estado nem com os trabalhadores”, vincou o presidente do Sindicato da Construção.