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Conferência a 10 e 11 de outubro evoca 50 anos do assassinato de Ribeiro Santos

A iniciativa, organizada pelo IHC e CES, versará sobre as lutas juvenis contra as ditaduras do sul da Europa e da América Latina, juntando a memória e a investigação, os relatos vivenciais e a pesquisa.

Nos dias 10 e 11 de outubro de 2022, o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra organizam, no auditório do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a conferência “Resistência juvenil, ditaduras e políticas de memória O assassinato de Ribeiro Santos em 12 de Outubro de 1972”.

De acordo com o comunicado de imprensa divulgado, mediante esta conferência de entrada livre, pretende-se indagar o papel da resistência juvenil, estudantil e trabalhadora, irmanada pela recusa da guerra colonial no tardo-fascismo português, bem como ouvir a memória dos contemporâneos, e entender o legado de Ribeiro Santos na atualidade. Esta iniciativa tem ainda como propósitos situar o papel mundial da juventude que nascera após a guerra, e juntar a memória e a investigação, os relatos vivenciais e a pesquisa, a partir do assassinato do jovem estudante maoista. Em causa estará também enquadrar as lutas juvenis contra as ditaduras do sul da Europa e da América Latina, e entender as políticas de memória (e de esquecimento) das democracias quanto aos resistentes às ditaduras, de que são herdeiras.

A conferência internacional conta com o apoio do Arquivo Nacional da Torre do Tombo; Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; Associação Popular Ribeiro Santos; Centro de Estudos Operários-Memória Laboral; Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril; Cultra / Abril é Agora; Grupo de Trabalho do Consejo Latino-Americano de Ciencias Sociales “Izquierdas: praxis y transformación social”; Movimento Cívico Não Apaguem a memória; Museu do Aljube; Red(e) Ibero-americana Resistência e/y Memória; e União dos Resistentes Antifascistas Portugueses.

PROGRAMA

10 DE OUTUBRO, SEGUNDA

10h Abertura

10h15 Conferência inaugural
O movimento estudantil do pós-guerra como componente central na luta contra a ditadura e a guerra colonial. Uma visão de conjunto | FERNANDO ROSAS

11h30 O assassinato de Ribeiro Santos, entre passado e futuro
moderação: JOÃO MADEIRA
Dois dias depois, o comunicado infame | ALFREDO CALDEIRA
O legado de Ribeiro Santos | CATARINA PRETO

14h30 Rodas de memórias
coordenação: PAULA GODINHO e MARIA ALICE SAMARA

1. 14h30 | Recordar Ribeiro Santos | JOSÉ GALAMBA DE OLIVEIRA, JOÃO SOARES, TERESA SERRA, DANILO MATOS

2.15h30 Recordar o assassinato de Ribeiro Santos | AURORA RODRIGUES, JOSÉ LAMEGO, MANUEL ANTÓNIO PITA, JÚLIO PEGO, ANTÓNIO ROSA VIEGAS

3.17h Recordar o funeral e os dias subsequentes | CAMILO INÁCIO, ISABEL DO CARMO, RAIMUNDO SANTOS, ALBERTO MATOS

18h30 Porto de Honra oferecido a todos os participantes na conferência, na Faculdade deDireito, a convite da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa

11 DE OUTUBRO, TERÇA

10h30 O contexto juvenil no tardo-fascismo português
moderação: MIGUEL CARDINA
Cultura juvenil, combate à ditadura e heroismo nos anos finais do regime | RUI BEBIANO
Ribeiro Santos no Porto: uma linha revolucionária para o movimento estudantil J| OSÉ MANUEL LOPES CORDEIRO
Alverca, anos 70, guerra, aviões, livros e Mao | GUERREIRO JORGE
As estudantes e a luta contra a ditadura: mulheres, militância e luta estudantil no marcelismo (1968-1974) | ANA SOFIA FERREIRA MATOS

14h A juventude nas ditaduras no Sul da Europa e na América
Latina: Portugal, Espanha, Grécia, Brasil e Argentina
moderação: XURXO AYÁN VILA
O lugar das lutas estudantis no ocaso da ditadura | MIGUEL CARDINA
La lucha estudiantil contra la ditadura de los Coroneles (1967-74): Una valoración" | KOSTIS KORNETIS
Rebeldes con causa: juventud y oposición a la ditadura franquista | ALBERTO CARRILLO LINARES
Vai, Carlos, ser Marighella na vida. Ai Brasil! | ADELAIDE GONÇALVES
Juventud divino tesoro : los jóvenes frente a la represión dictatorial en la Argentina, 1976-1983 | MARIANA MASTRANGELO

16h30 Transições, políticas da memória e não-inscrição
moderação: LUIS FARINHA
Maoistas e resistência na tardo-ditadura portuguesa: a memória coletiva não é um tigre de papel | PAULA GODINHO
Memória na cidade: os tempos e os modos" | MARIA ALICE SAMARA
O 'estudante assassinado' - inscrições e não-inscrições de uma memória forte | JOANA CRAVEIRO
A memória da mudança: a Revolução lembrada como exceção | MANUEL LOFF

18h Conferência de Encerramento
El 68 en América Latina: la Generación de Vietnam y del Che | PABLO POZZI

20h30 Jantar

A par desta conferência, estão previstas outras iniciativas associadas aos 50 anos deste assassinato:

- No site criado por uma equipa, em que pontua Alfredo Caldeira, pode buscar-se alguma informação sobre Ribeiro Santos, o seu tempo, o seu assassinato e o que desencadeou: https://ribeirosantos.net/

- Diana Andringa é a autora de um documentário sobre Ribeiro Santos, intitulado "12 de outubro de 1972/O dia em que perdemos o medo", a ser exibido na RTP 2 no dia 12 de outubro de 2022, às 23 horas;

- No átrio do Arquivo Nacional da Torre do Tombo haverá uma mostra documental, intitulada "Nos 50 anos do assassinato de José António Ribeiro Santos", que estará patente entre 07-10-2022 e 10-01-2023.

- No auditório do Museu do Aljube, entre os dias 19 e 21 de outubro, será apresentado um espetáculo do Teatro do Vestido, com Joana Craveiro, com entrada gratuita, intitulado “NAQUELE DIA, NÃO PASSOU NA TELEVISÃO” . Sujeito a inscrição em: [email protected]

- Um grupo de artistas juntar-se-á para fazer um mural, no final do mês de Outubro, em local a definir.

- A Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa oferece um beberete, no final do primeiro dia da conferência.

- Haverá um jantar no dia 11 de outubro, com inscrições no local da conferência.

Artigo publicado na página de internet Abril é Agora.

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