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Concurso de professores: mais colocações, mas número ainda é insuficiente

Foram colocados 7.306 professores, mais 500 que em 2015. Fenprof diz que número ainda não responde “às necessidades permanentes” das escolas. Associação Nacional de Professores Contratados lembra que há docentes precários ou sem colocação, apesar de terem vários anos de serviço.
Quadro, giz e apagador, foto de Paulete Matos.

Foi divulgada esta terça feira a lista de professores contratados em 2016. Foram colocados 7.306 docentes nas escolas, mais cerca de 500 professores que no ano anterior. Ministério da Educação indicou à Lusa que estão por preencher cerca de 150 horários inferiores a oito horas.

A Fenprof reagiu, afirmando que o número ainda não resolve as “necessidades permanentes” das escolas e sublinha que é necessário reorganizar os quadros. “Um problema que, contudo, não consegue ser disfarçado é o do elevadíssimo número de docentes que ficarão no desemprego e que, dentro de dois dias, terão de se apresentar nos centros de emprego. São quase 30.000 os que não obtiveram colocação (pois o número de candidatos à contratação era de 36.103)”, pode ler-se no comunicado da Fenprof.

Por seu lado, a Associação Nacional de Professores Contratados criticou o facto de continuarem e existir professores com 15 e 20 anos de serviço precários ou sem colocação, sobretudo nas áreas de Filosofia e Economia. Em declarações à Lusa, a associação defende que o ministério faça uma regra para impedir que docentes do ensino particular entrem no mesmo concurso que professores da rede pública.

Faltam 6 mil funcionários nas escolas

Por seu turno, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) denunciou que faltam cerca de 6 mil funcionários nas escolas. O sindicato acusa o governo de continuar a recorrer à contratação precária para resolver problemas permanentes e que, apesar de ter prometido combater a precariedade, continua a haver "largas centenas de trabalhadores a quem são pagos 3,49 euros por hora, por períodos diários de trabalho que variam entre as 3,5 e as quatro horas" em contratos com a duração de um ano. Os sindicatos exigem que a gestão do pessoal não docente seja exclusiva do Ministério da Educação, e que se abandone a municipalização do setor, que facilita este tipo de abusos.

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