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“Concentrar vacinação num centro é uma estratégia errada”

Beatriz Dias critica decisão de Carlos Moedas de fechar centros de vacinação em Lisboa numa altura em que os especialistas defendem o acelerar do processo. E exige a reversão imediata da decisão.
Beatriz Gomes Dias.
Beatriz Dias. Foto de Ana Mendes.

Quando anunciou a abertura prevista para dezembro de um centro de vacinação na Feira Internacional de Lisboa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) decidiu também fechar antes dessa data os restantes centros de vacinação da cidade, à exceção do que está em funcionamento no Pavilhão da Ajuda. Muitos cidadãos, sobretudo idosos, com vacinação e doses de reforço agendadas para as próximas semanas foram informados por SMS do cancelamento do seu agendamento, que assim ficará adiado.

Em reação publicada nas redes sociais, a vereadora bloquista Beatriz Dias afirma que “a concentração do processo de vacinação num centro apenas é uma estratégia errada” e defende que “a CML deverá assegurar vários pontos de vacinação espalhados pela cidade, mais próximos das populações”.

“Quando os números de casos estão a aumentar exponencialmente, de dia para dia, com a nova estirpe Omicron, os especialistas insistem que se deve acelerar a vacinação nas pessoas idosas para conseguirmos vacinar rapidamente a restante população abaixo dos 60 anos de idade”, pelo que “a cidade deve continuar a ter uma estratégia de proximidade da população face a este serviço”, prossegue a vereadora do Bloco.

Para Beatriz Dias, o novo centro de vacinação “deveria servir para reforçar a capacidade dos centros já existentes e aos quais a população recorreu durante as primeiras fases da vacinação”, em vez de ser usado como propaganda pelo executivo municipal. “Não queremos ter o maior centro de vacinação do país, queremos vacinar pessoas e para isso a proximidade territorial é importante, tal como se foi demonstrando anteriormente por todo o país, especialmente em Lisboa”, sublinha a vereadora.

O argumento de que as associações ou organismos municipais já tinham requerido a devolução dos espaços onde têm funcionado estes centros também não é razão para concentrar a vacinação nos dois extremos da cidade, afirma Beatriz, indicando que “será possível encontrar locais alternativos, descentralizados e de mais fácil acesso pela população”.

Por estas razões, o Bloco de Esquerda exige a “reversão imediata da decisão de encerramento dos centros de vacinação que têm estado a funcionar”, conclui.

 

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