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Concentrações contra a cultura de violação a 25 de maio

Sob o lema “Mexeu com uma, mexeu com todas”, um vasto conjunto de organizações convoca concentrações contra a cultura da violação no dia 25 de maio às 18h em Lisboa, Porto e Braga e às 21h em Coimbra.

Na próxima quinta-feira às 18h, Lisboa e Porto serão palco de concentrações contra a cultura de violação. Os protestos foram convocados por quase duas dezenas de organizações e irão decorrer na Praça Camões em Lisboa, na Praça dos Leões no Porto e na Avenida Central em Braga. Às 21h tem início a concentração em Coimbra, no Largo D. Dinis.

“Saímos à rua para denunciar e combater esta cultura. Saímos à rua para dizermos que não há nós e elas, aquilo que existe são mulheres que todos os dias enfrentam uma sociedade prenhe de violência machista. Elas somos nós. Mexeu com uma, mexeu com todas”, pode ler-se no manifesto da concentração.

“Uma sociedade que aceita e assimila esta cultura é uma sociedade que relativiza os crimes contra a autodeterminação sexual: os homens não se conseguem controlar e as mulheres devem estar ao serviço dos impulsos masculinos. Esta cultura, ao invés de defender e proteger as vítimas, culpabiliza-as”, prossegue o manifesto. “Esta cultura tolhe a liberdade das mulheres, porque faz recair sobre elas a responsabilidade de não serem agredidas”.

O protesto tem eventos no facebook para as concentrações em Lisboa (aqui) e no Porto (aqui) e é convocado, até ao momento, pelas seguintes associações ou coletivos: Associação Plano i, Associação Projecto Criar, Colectivo Feminista do Porto, Coletivo Clima, Com Calma – Espaço Cultural, ContraBando – Espaço Associativo, Núcleo Antifascista do Porto, Plataforma Femininjas, GIS - Grupo de Intervenção Solidário, não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, Panteras Rosa – Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, Parar o Machismo, Construir a Igualdade – Rede de Ativistas Feministas, PortugalGay, Precários Inflexíveis, Saber Compreender, Slutwalk - Marcha das Vadias (Porto) e pelo SOS Racismo. 

“No país dos brandos costumes, as mulheres continuam a ser cidadãs de segunda. É contra isto que nos levantamos. Contra uma cultura que desculpabiliza a violência de género, que ignora os direitos humanos e  que transforma as vítimas em culpadas”, concluem.

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