Concentração em Lisboa exigiu liberdade para Lula

20 de August 2019 - 22:09

Dezenas de pessoas concentraram-se esta terça-feira em Lisboa para assinalar os 500 dias da prisão do ex-presidente brasileiro Lula da Silva.

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Faixa "Lula Livre"
Foto esquerda.net

O protesto organizado pelo coletivo Andorinha, a Frente Democrática Brasileira de Lisboa, o movimento Pela Democracia no Brasil e o núcleo de Lisboa do PT voltou a chamar a atenção para a “farsa judicial” que levou à prisão de Lula da Silva em abril de 2018, impedindo a sua participação nas eleições presidenciais que levaram Jair Bolsonaro ao poder.

Presente na concentração, a deputada bloquista Joana Mortágua lembrou que “há 500 dias que o Bloco junta a sua voz à de tantos democratas do mundo inteiro que denuncia a prisão de Lula como uma perseguição política”. “O reverso desse ataque à democracia é a destruição da Amazónia e a perda de direitos para todos os brasileiros e brasileiras” afirmou ao esquerda.net.

Pedro Prola, luso-brasileiro que pertence ao Coletivo Andorinha e ao Núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT) de Lisboa, declarou à agência Lusa que “o Presidente Lula foi objeto de um processo que foi acelerado como nenhum outro processo na Lava Jato e foi incluído na Lava Jato através de contratos da Petrobras que depois saíram do processo. É uma situação completamente anómala”, pelo que defende a anulação do processo e a libertação imediata de Lula da Silva.

O juiz que mandou prender Lula, Sérgio Moro, foi nomeado ministro da Justiça do governo Bolsonaro e agora está sob suspeita de ter interferido na investigação. As mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil mostram a proximidade entre o juiz e o procurador do caso, Deltan Dallagnol, bem como o intuito de implicar diretamente Lula da Silva nos casos de corrupção da “operação Lava Jato”, impedindo assim a sua recandidatura à presidência do Brasil.