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Combates em Gaza: MORTOS PALESTINIANOS JÁ SÃO 24

thumb_gaza02Israel desencadeou mais dois ataques aéreos na cidade de Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, matando mais três palestinianos. As baixas da incursão do Exército israelita em Gaza já scendem a 24 palestinianos e um israelita. Cerca de um milhão e 200 mil pessoas vivem na Faixa de Gaza.  Dezenas de feridos palestinianos, muitos militantes mas também mulheres e crianças, encheram as emergências do hospital de Gaza, que já sofre de falta de medicamentos.

A operação em curso é a mais importante acção militar israelita no território desde a retirada de Setembro de 2005, após 28 anos de ocupação. Esta criação de uma “zona de segurança lembra a que foi criada no sul do Líbano, evacuada no ano 2000 depois de 18 anos de ocupação.
O primeiro-minstro palestiniano Ismail Haniyeh apelou a uma intervenção internacional em Gaza para deter a ofensiva, que classificou de crime contra a humanidade. Disse ainda que a procura do soldado Gilad Shalit, capturado pelos palestinianos e mantido em local desconhecido, é apenas um pretexto para destruir o governo palestiniano.
Os combates mais ferozes, e a maioria das baixas, ocorreram em Beit Lahiya, na fronteira noroeste da Faixa de Gaza. As tropas israelitas, armadas com tanques, carros de combate, aviões robots e helicópteros avançaram numa faixa de cinco quilómetros da fronteira e da costa do Mediterrâneo, enfrentando o fogo de armas ligeiras e granadas dos palestinianos.
Segundo o jornal árabe Al Hayat, publicado em Londres, o Hamas estaria a demonstrar flexibilidade nas negociações, num esforço para encontrar uma solução pacífica ao conflito. Para isso, teria recuado da primeira exigência, a de libertação de mil prisioneiros palestinianos, e estaria agora a pedir a libertação de todas as mulheres presas, 120, e dos palestinianos que passaram mais de 20 anos na cadeia, cerca de 30. Mas o governo israelita recusou a proposta.

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