Com Jean Wyllys: esquerda une-se em defesa da democracia

01 de February 2019 - 17:13

“A nossa luta é todo dia, pelo Jean e pela democracia”, esta foi a palavra de ordem mais ouvida na sessão pública promovida pelo PSOL e pelo Centro Académico Onze de Agosto. Figuras de vários quadrantes da esquerda social e política brasileira juntaram-se, na passada terça-feira para “derrotar a mentira e o discurso de ódio”.

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Foto de PSOL/Christian Braga

Numa sala cheia da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, juntaram-se dirigentes e figuras públicas dos principais partidos da esquerda brasileira: PT, PSOL e PC do B. A iniciativa foi convocada pelo PSOL, a cuja bancada pertencia o deputado federal Jean Wyllys que saíu do Brasil por ter sido ameaçado de morte. O partido considera que esta saída significa “uma degradação da democracia nacional” já que o Estado não conseguiu assegurar a sua segurança. Mas acrescenta, esperançado, na sua página de facebook que “a mentira e o discurso de ódio serão derrotados.”

 

Guilherme Boulos, Fernando Haddad e a sua candidata à vice-presidência, Manuela D’Ávila do PcdoB estiveram presentes. Também Zé Gustavo, ativista do partido REDE, participou do evento. Para além dos dirigentes políticos, vários ativistas sociais e figuras como o rapper Criolo, a cartonista Laerte, o jornalista e escritor Fernando Morais, o filósofo Vladimir Safatle, o especialista em direito Celso Antônio Bandeira de Mello e a bióloga e ativista do movimento negro Maria José Menezes entre muitos outros.

Para Haddad, ex-candidato presidencial do PT, é preciso não deixar que as pessoas “não se acostumem à barbárie”. Mas mostrou-se “animado para reconstruir o Brasil, para que Jean volte para o país amanhã, se ele quiser”. Para que isso aconteça, Boulos, ex-candidato à presidência pelo PSOL, acrescentou ser preciso “agarrar o que nos une: a Democracia.” A atitude de Jean Wyllys valeria assim como “um grito de basta” que precisa “ser transformado em movimentação”.

Érica Malunguinho, a primeira transexual a ser eleita para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, especialista em Pedagogia e História de Arte e criadora do centro cultural, quilombo urbano Aparelha Luzia, recordou vários casos de violência contra a população LGBTi+, referindo a “naturalização da violência contra determinados corpos”, e realçou que permanecer vivo uma forma de resistência.