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Colômbia: FARC e governo põem fim a 50 anos de guerra

O acordo de paz entre o governo e a guerrilha colombiana foi assinado em Cuba e selado com um aperto de mão entre o presidente Juan Manuel Santos e o líder das FARC Timoleón Jimenez.
FARC e governo da Colômbia assinam acordo de paz em Havana. Foto Presidência da República do México

O acordo negociado nos últimos anos sob mediação de Havana ficou fechado esta quinta-feira na presença do secretário-geral da ONU e de sete chefes de Estado latinoamericanos. O acordo final será ainda referendado, mas ontem foi considerado “um dia histórico” pelo presidente colombiano. “Que este seja o último dia de guerra”, desejou o líder guerrilheiro numa declaração entre lágrimas a colocar um ponto final no conflito que matou mais de 250 mil pessoas ao longo de 50 anos.

O ponto mais difícil da negociação foi o da desmobilização de sete mil guerrilheiros presentes nas bases instaladas nas florestas e montanhas da Colômbia. O processo vai contar com financiamento internacional, com Obama a pedir ao Congresso autorização para 450 milhões de dólares para remover minas e apoiar os guerrilheiros desmobilizados após o desarmamento das FARC.

Fora deste acordo ficou a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN). Um processo de paz separado foi posto em marcha, mas o ELN rejeitou a pré-condição de abandonar os raptos para se sentar à mesa das negociações, recusando assim abdicar da principal fonte de financiamento da organização.

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