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Colégio Militar: Ministro saiu “em defesa de um valor fundamental”

“Não é esperado nada menos de um membro do Governo que a defesa da Constituição”, frisou Pedro Filipe Soares, referindo-se à atuação e declaração do ministro da Defesa face à existência de discriminação homofóbica no Colégio Militar.
Foto de Tiago Petinga, Lusa.

Pedro Filipe Soares lembrou que “existem denúncias públicas, declarações de membros do conselho de administração do Colégio Militar (CM) que dão conta da existência de discriminação em função da orientação sexual”, que foi “naturalizada" pelas declarações da própria direção do CM.

Neste contexto, o líder parlamentar do Bloco considera que a atuação e a declaração do ministro da Defesa foi “aceitável e defensável” porque sai em “defesa de um valor fundamental e num contexto público, até para salvaguardar a tranquilidade dos cidadãos, sobretudo dos que tem filhos a estudar no CM”.

“Não é esperado nada menos que a defesa da Constituição por parte de um membro do Governo”, sublinhou o dirigente bloquista.

O ministro Azeredo Lopes declarou ser “absolutamente inaceitável qualquer situação de discriminação, seja por questões de orientação sexual ou quaisquer outras, conforme determinam a Constituição e a Lei” e pediu ao chefe de Estado-Maior do Exército informação sobre o que tencionava fazer sobre a situação.

Requerimento do Bloco será debatido esta quinta-feira

Esta quinta-feira será debatido, na subcomissão de igualdade, o requerimento do Bloco de Esquerda para a audição da direção do CM no parlamento.

No documento, os bloquistas assinalam que se depreende das afirmações do subdiretor, tenente coronel António José Ruivo Grilo, que a homossexualidade é "um fator de exclusão no Colégio Militar que dificulta o relacionamento e convivência interna de quem como tal se assuma, não se descortinando das palavras da direção do CM qualquer tipo de ação, pedagógica ou de outra natureza, que contrarie aquele preconceito”.

“Pelo contrário, das declarações do subdiretor do Colégio Militar resulta uma posição que relativiza e, de certa maneira, naturaliza a exclusão daqueles que assumam ou possam vir a assumir a sua homossexualidade, como se de uma inevitabilidade se tratasse", lê-se ainda no requerimento.

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