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Cobrança de bilhete em voo humanitário é "completamente indevida e imoral"

Numa pergunta dirigida ao ministro Augusto Santos Silva, o Bloco pede explicações sobre os valores cobrados pela TAP aos passageiros com bilhete comprado noutras companhias e exige que os governos português e brasileiro definam um plano de repatriamento "de cariz verdadeiramente humanitário”.
Foto de Andrew Nash | Flickr

Foi organizado um voo de repatriamento para o próximo sábado, 27 de fevereiro, para transportar portugueses retidos no Brasil e brasileiros retidos em Portugal devido às restrições impostas pela covid-19, mas esse voo já está esgotado, de acordo com a rádio TSF.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva, disse que “o voo marcado para o próximo sábado já esgotou os pedidos de apoio que a rede consular recebeu. Se verificarmos a necessidade de mais voos, fá-lo-emos”.

Ainda assim, para os passageiros que tivessem bilhetes comprados com a companhia aérea portuguesa TAP, a operadora que vai realizar o voo, a passagem não teria mais nenhum valor acrescentado. No entanto, os passageiros com bilhetes nas companhias brasileiras Azul e Latam teriam de pagar 837,90 euros.

Numa pergunta dirigida ao Governo, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda refere que “a «solução» encontrada acarreta contrapartidas financeiras avultadas para os requerentes de repatriamento que já se encontram numa condição periclitante". Por isso, considera que a cobrança da passagem aérea por parte da TAP Air Portugal "a um custo deliberadamente hiperinflacionado" no âmbito de um voo humanitário de repatriamento "é completamente indevida e imoral”.

Os bloquistas consideram “ser imprescindível que os governos português e brasileiro definam um plano de repatriamento de cariz verdadeiramente humanitário e que não provoque ainda mais transtornos a quem simplesmente deseja regressar ao seu país de origem”.

Na questão ao MNE, o partido quer saber que motivos levaram “à decisão dos governos português e brasileiro de organizar um voo de cariz privado e não de cariz humanitário”.

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