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A cobiça de Wall Street está a destruir a economia dos EUA, acusa Bernie Sanders

No terceiro debate dos democratas norte-americanos, o pré-candidato de Vermont acusou a adversária, Hillary Clinton, de ter o apoio das grandes empresas à sua campanha.
Numa sondagem, encomendada pela Fox News, de 16 de dezembro, 56% dos norte-americanos dizem que pretendem votar em Hillary Clinton, ao passo que 34% afirmam que Sanders é o seu candidato

Os pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos participaram de um debate na noite deste sábado, 19 de dezembro, em que se uniram para criticar o republicano Donald Trump, mas também trocaram algumas farpas entre si.

Um dos temas que gerou polémica foi quando o pré-candidato e senador pelo estado de Vermont, Bernie Sanders, acusou a sua adversária, Hillary Clinton, de ter o apoio das grandes empresas à sua campanha.

“A cobiça de Wall Street está a destruir a nossa economia", afirmou Sanders. "É uma ameaça para a economia norte-americana e tem muito poder político", acrescentou, dirigindo-se à rival.

Durante o debate, Hillary foi questionada pelo moderador David Muir, da emissora ABC News, pelas sua relações com diretores das grandes empresas com as quais mantém contacto há anos.

"As grandes empresas dos Estados Unidos devem amar Hillary Clinton?", questionou o moderador. A ex-secretária de Estado (2009-2013) respondeu, em tom de ironia: "todo o mundo deveria".

Em seguida, Sanders aproveitou a resposta da adversária e afirmou que se for presidente não obteria o afeto das grandes empresas e muito menos de Wall Street - uma crítica que arrancou aplausos do público.

"Recebo muito mais doações de estudantes e professores do que de Wall Street", defendeu-se a candidata para reivindicar as suas políticas sociais.

Bernie Sanders está em segundo lugar nas sondagens

Bernie Sanders está em segundo lugar nas sondagens

Esta não é a primeira vez que Sanders e Hillary entram em discussão acalorada. No debate dos democratas de 14 de novembro, o senador de Vermont afirmou que a "desastrosa" invasão dos EUA do Iraque em 2002 - sustentada à época por Hillary — levou a um vazio de poder no Médio Oriente que favoreceu a criação de grupos como o Daesh (Estado Islâmico).

O terceiro debate democrata também contou com a presença do ex-governador do Maryland, Martin O’Malley. Entretanto, Hillary e Sanders centralizam as discussões e concentram a esmagadora maioria das intenções de votos para as primárias: segundo uma sondagem encomendada pela Fox News de 16 de dezembro, 56% dos norte-americanos dizem que pretendem votar nela, ao passo que 34% afirmam que Sanders é o seu candidato.

Artigo publicado em Opera Mundi

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