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Cinco governos europeus criticam produção de vacinas

Espanha, Dinamarca, Polónia, Bélgica e Lituânia dirigiram uma carta a Charles Michel, Presidente do Conselho Europeu, a apelar para uma alteração da estratégia europeia para a produção.
Charles Michel na videoconferência desta quinta-feira com os líderes europeus. Foto União Europeia

Apesar de o governo português continuar sem pretender abordar o modelo da produção de vacinas a nível europeu, os governos de cinco países (Espanha, Dinamarca, Polónia, Bélgica e Lituânia) dirigiram uma carta a Charles Michel, Presidente do Conselho Europeu, a apelar para uma alteração da estratégia europeia para a produção.

Estes governos chamam a atenção para que o "acesso em tempo útil da Europa a suficientes vacinas continua um desafio por resolver", em que "as dificuldades de produção continuam e conduzem a enormes atrasos", o que coloca "em risco o caminho para a total recuperação da normalidade".

 

"A nossa mensagem hoje é que precisamos urgentemente de integrar e estrategicamente alterar a nossa cadeia de fornecimento para aumentar a capacidade produtiva de vacinas na Europa. Precisamos de prestar o apoio necessário a produtores baseados na Europa, para o caso de problemas ocorreram ao longo dos processos produtivos. As unidades de produção existentes terão de ser modificadas. Outras será necessário construir. Isto deve-nos permitir fornecer - também para futuro - vacinas a todos os cidadãos Europeus, incluindo vacinas mRNA, quando for necessário revacinar e para adotar os programas de vacinação a novas mutações e até a novas pandemias", escrevem.

O problema da desigualdade internacional no acesso a vacinas é também referido nesta carta. Os cinco governos dizem que só um alargamento do processo de vacinação na Europa permitirá resolver "os problemas nas capacidades de produção" de forma a "assumirmos a nossa ambição de solidariedade".

Os países esperam que a reunião desta semana dos líderes europeus "envie a mensagem mais forte possível de que não existe tempo a perder para este esforço" e que "existe uma necessidade de mudarmos a nossa perspetiva de como abordamos este assunto coletivamente". "Este aspecto estratégico diz-nos respeito a nós, as Lideranças, diretamente. Precisamos de fazer as coisas acontecer".

"Precisamos de, em conjunto com a Comissão, trabalhar em proximidade com todos os potenciais produtores de vacinas na Europa, aumentando parcerias público-privadas por toda a cadeia de fornecimento que aumente os esforços de I&D, aumente e adapte a capacidade de fornecimento."

"Não nos podemos dar ao luxo de perder esta batalha", terminam.

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