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Cidadãos por Coimbra exigem referendo de obra na cidade

A coordenadora concelhia do Bloco de Coimbra manifestou a sua oposição à estratégia aprovada pelo município da cidade relativo à abertura de uma via de tráfego automóvel no corredor da baixa da cidade que implica a demolição de edifícios na zona classificada como Património Mundial pela Unesco.
Coimbra vista do rio Mondego, foto de Américo Dias/Flickr.

A Câmara Municipal de Coimbra, liderado por Manuel Machado, do PS, decidiu abrir uma via na Baixa de Coimbra, para a passagem de uma rede de metro. O coletivo Cidadãos por Coimbra (CPC) lançou uma petição para convocar um referendo para que "Coimbra afirme que a abertura de uma via naquele local só deve fazer-se para a passagem, em via dedicada, de um elétrico ligeiro de superfície, com um programa de requalificação urbana, adaptando os edifícios da Rua da Sofia a esse fim".

A decisão de fazer demolições na Baixa de Coimbra, sem aprovação prévia de um projeto, nem garantia de financiamento foi tomada em 2005. "Nunca se iniciou a regeneração urbana desta zona nem sequer se iniciaram obras em edifícios onde painéis já velhos indicam há muito que iam ser objeto de requalificação. Urge iniciar rapidamente este programa, entendido também como projeto de desenvolvimento local que torne aquela zona atrativa, desenvolvendo-a, quer para a habitação, quer para o comércio e para atividades culturais e de lazer", pode ler-se na petição. 

Se a Câmara Municipal seguir com o seu plano de abrir aquilo a que chamou de “Via Central”, acontecerão duas coisas: "haverá mais demolições, incluindo pelo menos três dos edifícios no início da Rua da Sofia, Património da Humanidade, e que esta será uma via de atravessamento para o trânsito automóvel", afirma a petição. No entanto, para a mesma zona foi aprovado um programa do Arq. Gonçalo Byrne, que, segundo os peticionários, "é mais do que um projeto de intervenção física, pois é também um plano integrado de desenvolvimento do local. As demolições que prevê são apenas as necessárias para o metro ligeiro de superfície, em via dedicada. Regenera os edifícios e requalifica aquele tecido urbano histórico de grande valor". A petição já foi assinada por mais de 600 pessoas e pode ser assinada aqui.

O Bloco de Esquerda de Coimbra, que integra o movimento Cidadãos Por Coimbra apoia a petição para a realização de um referendo local, promovida pelo CPC, "no sentido de dar a voz aos munícipes sobre um assunto de importância maior para a cidade". Em comunicado, a Coordenadora Concelhia de Coimbra do Bloco afirma que o partido"sempre defendeu o metro de superfície como projeto estruturante para uma estratégia integrada de mobilidade ambientalmente correta e como uma oportunidade para a regeneração urbana da Baixa. Defendemos, no quadro do regulamento da UNESCO relativo à classificação como Património Mundial, uma intervenção de regeneração e qualificação da zona que, aliando o metro de superfície em via dedicada, à reabilitação do edificado e a um projeto de desenvolvimento local, como era o projeto de Gonçalo Byrne feito para a Metro Mondego, não implique a destruição maior de património, demolições injustificadas e a criação de uma via de tráfico automóvel no centro histórico, indigna de uma cidade europeia moderna".

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