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Cidadão Britânico é executado na China

Cidadão Britânico é executado na China com injecção letal Foto de Sarah G... / FlickrAkmal Shaikh, cidadão britânico, foi condenado à morte na China por tráfico de droga. Apesar do pedido de clemência, e do apelo do Governo britânico, foi executado numa prisão de Urumqui durante a madrugada desta terça-feira com a injecção letal.

Detido em 2007 Shaikh era divorciado e tinha 53 anos. Segundo argumentou a sua defesa, Akmal Shaikh sofria de desordem bipolar ou depressão maníaca. Teria ainda, segundo a ONG Reprieve, sido enganado e levado a traficar heroína na China por um gangue, que lhe prometera abrir-lhe as portas para uma carreira internacional na música, o britânico estaria obcecado com a ideia de se tornar numa estrela da música pop.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, criticou fortemente a execução, manifestando-se chocado e decepcionado com o facto de não terem sido atendidos os pedidos de clemência. Manifestou ainda uma particular inquietação com o facto de não terem sido realizadas avaliações psiquiátricas ao condenado.

A China respondeu, afirmando que: “Ninguém tem o direito de falar mal da soberania judicial da China. Expressamos o nosso forte desagrado e determinada oposição às injustificadas acusações britânicas. E instamos o Reino Unido a corrigir os seus erros e a evitar prejudicar as relações bilaterais”. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Jiang Yu, afirmou ainda que a China respeitou plenamente os direitos de recurso do acusado e expressou forte descontentamento e oposição às acusações britânicas. Para o Supremo Tribunal da China não havia provas suficientes para substanciar a tese de incapacidade legal por doença mental.

A Aministia Internacional (AI) portuguesa espera que o caso do cidadão britânico sirva para lembrar as autoridades portuguesas sobre Lau Fat Wai, cidadão português de origem chinesa, de 49 anos, residente permanente em Macau, e que foi condenado à morte num tribunal de Cantão, em meados de Março por tráfico de droga, posse de arma proibida, e pelo crime de rapto.

A Aministia lembra o compromisso do ex-ministro da Justiça, Alberto Costa, que afirmou que "Portugal não abandona os seus nacionais e, em relação àqueles que detenham a nacionalidade portuguesa, manifestaremos sempre, através de iniciativas, todo o nosso empenho no sentido de evitar a concretização de condenações à morte".

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