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China: Economia acelerou no fim do ano, mas não crescia tão pouco desde 1976

Os mais recentes dados da segunda maior economia mundial mostram que é das poucas a crescer. No último trimestre de 2020, o crescimento superou mesmo o do ano anterior.
Trabalhadoras da fábrica de brinquedos Sunlight em Tangxia. Julho de 2010. Fot de Chris/Flickr.
Trabalhadoras da fábrica de brinquedos Sunlight em Tangxia. Julho de 2010. Fot de Chris/Flickr.

O Gabinete Nacional de Estatística da China anunciou esta segunda-feira os dados económicos mais recentes do país. Segundo esta entidade, a taxa de crescimento económico foi de 2,3% no conjunto do ano, o que significa uma queda brutal relativamente ao ano passado e a mais baixa desde 1976.

Contudo, salienta-se igualmente, terá sido uma das únicas economias mais importantes do mundo a crescer. Para além disso, nos últimos quatro meses do ano as perspetivas da economia chinesa alteraram-se de tal forma que o crescimento superou em 6,5% o do período homólogo de 2019, superando as previsões oficiais.

O contraste entre o início do ano e o seu final fica ilustrado pelo facto de, no primeiro quartel de 2020, a economia chinesa ter decrescido 6,8%. Tal como, por outro lado, o contraste com o período longo de forte crescimento também se destaca: para se encontrar uma descida desde tipo é preciso recuar ao período final da revolução cultural quando a economia encolheu 1.6%.

O tom dos responsáveis oficiais é de otimismo. Como relata o South China Morning Post, o chefe do departamento estatístico chinês, Ning Jizhe, diz que “os principais objetivos do desenvolvimento económico e social foram atingidos melhor do que se esperava" e que o nível crescimento voltou “ao nível normal”.

Sucessos e abalos chineses

Francisco Louçã

Contudo, o novo normal do final do ano passado é naturalmente diferente do período antes da pandemia. Se a produção industrial tinha sido fortemente afetada pelos confinamentos, depois disso registou um crescimento. Ao todo, em 2020, o crescimento foi de 2,8%, quando em 2019 tinha sido de 5,7%. Já o consumo teve uma evolução bastante diferente. As vendas a retalho diminuíram 3,9% em 2020, comparando com um aumento de 8% em 2019. E o aumento no final do ano não foi da dimensão esperada: as previsões eram de 5.5%, a realidade ficou pelos 4,6%. A prova de fogo para este indicador será o período de festival do Ano Novo Lunar em fevereiro.

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