Em 2010, Chelsea Manning foi detida e acusada de espionagem. Tinha revelado 700 mil documentos secretos norte-americanos à wikileaks. Em 2013 foi condenada 35 anos de prisão mas acabou por ser libertada em 2017. A sua pena foi comutada por Obama por considerar que foi a pena mais longa da história dos EUA por uma fuga de informação, sendo assim “desproporcional aos seus crimes”.
Está agora de regresso à prisão devido a uma decisão de um juiz de Alexandria, Claude Hilton. Manning não testemunhou perante um grande júri na Virgínia que investiga há anos o caso wikileaks, limitando-se a dizer que já contou o que sabia perante o tribunal marcial que a julgou anteriormente. Assim, foi detida por desrespeito ao tribunal, apesar de ter invocado várias emendas à Constituição norte-americana para não prestar declarações e dos seus advogados terem invocado razões médicas para defenderem a medida alternativa de prisão domiciliária.
Ficará detida, segundo o que ordenou o juiz, até que o grande júri acabe os seus trabalhos ou que decida testemunhar.
** Chelsea was taken into custody today for resisting a grand jury in the Eastern District of Virginia
Chelsea provided the following statement: pic.twitter.com/tWjEOFyhYn
— Chelsea E. Manning (@xychelsea) 8 de março de 2019
Em comunicado emitido no twitter, Chelsea tinha escrito antes desta decisão: “vou defender os meus princípios. Vou esgotar todos os recursos legais disponíveis. A minha equipa legal vai desafiar o sigilo destes procedimentos e estou preparada para enfrentar as consequências da minha recusa.”
No dia da detenção acrescentou, através do mesmo meio de comunicação, que tem objeções éticas ao sistema do "grande júri" por ser um "processo secreto usado historicamente para deter e perseguir ativistas" e que mantém as suas declarações anteriores