Chegaram a Portugal 27 migrantes e refugiados do navio Aquarius

06 de October 2018 - 17:18

Esta sexta-feira, Portugal acolheu 27 migrantes de origem somali, resgatados no passado agosto pelo navio humanitário Aquarius, que atracou em Malta.

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Fotografia: commons.wikimedia.org
Fotografia: commons.wikimedia.org

O acolhimento destas pessoas faz parte de uma ação humanitária combinada entre Portugal, França e Espanha, Alemanha e Luxemburgo.

Os 27 migrantes foram acolhidos pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e pela ADFP - Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional, em Penela. Os dois “têm sido parceiros ativos e empenhados no acolhimento e integração de pessoas refugiadas”, de acordo com os ministérios da Administração Interna (MAI) e da Presidência e Modernização Administrativa.

“Tanto a CML como a ADFP têm sido parceiros ativos e empenhados no acolhimento e integração de pessoas refugiadas, nomeadamente ao abrigo do Programa de Recolocação da União Europeia, fazendo parte da resposta descentralizada, de base comunitária que conta com os recursos necessários ao nível das diferentes valências que compõem o processo de integração”, dizem os ministérios.

Já em setembro a Câmara do Fundão tinha acolhido 19 refugiados provenientes da Eritreia, da Nigéria, do Iémen e do Sudão, resgatados em julho do navio Aquarius. Estes acolhimentos surgem na sequência de o governo ter afirmado disponibilidade para acolher 50 pessoas que estavam no navio.

Em mais de 200 operações de resgate, o Aquarius já salvou cerca de 30 mil pessoas.

Entretanto, o Bloco de Esquerda já entregou na Assembleia da República uma pergunta endereçada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em que questiona o executivo liderado por António Costa sobre a disponibilidade em atribuir bandeira portuguesa à embarcação.

Para além disso, circula uma petição que pretende que o Aquarius II, navio de salvamento de migrantes, tenha bandeira portuguesa. Com ela, o navio terá o registo de embarcação no país, podendo atracar.