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CGTP rejeita “atitude colonialista” das sanções a Portugal

Reagindo à abertura do processo de sanções por parte da Comissão Europeia, Arménio Carlos diz que a decisão “descredibiliza a União Europeia e as suas instituições”.
Arménio Carlos no 1º de Maio de 2016. Foto Paulete Matos.

"Não são aceitáveis quaisquer sanções. Estamos perante uma atitude colonialista, em que os países mais fortes tentam subjugar o povo português aos ditames da União Europeia, anunciando de forma chantagista a possibilidade de reduzirem os fundos estruturais de investimento de que Portugal precisa", afirmou o líder da CGTP em declarações à agência Lusa.

Para Arménio Carlos, a atitude coloca na ordem do dia a necessidade do país se interrogar sobre a sua permanência na União Europeia, "nos moldes atuais". "Estamos perante uma decisão que descredibiliza a União Europeia e as suas instituições. A Comissão Europeia empurra a decisão, injusta, para o Ecofin, como se fossem os falcões da UE", acrescentou.

O líder da CGTP sublinhou ainda a desigualdade dos critérios da aplicação de sanções: "Aos países como Portugal são impostas políticas de austeridade, enquanto outros países que não cumprem as metas do défice, como a França, ou não atingem as metas de produção de riqueza, como a Alemanha, não são penalizados", concluiu.

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