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CGTP convoca concentração para exigir que o PR respeite a Constituição

A CGTP marcou para o próximo dia 28 de novembro uma concentração para exigir a Cavaco Silva que respeite a Constituição e dê sequência à solução governativa apresentada pelo PS, com apoio de Bloco, PCP e PEV. A concentração está marcada para as 15 horas junto ao Palácio de Belém.
CGTP convoca concentração para exigir a Cavaco Silva que respeite a Constituição e dê sequência à solução governativa apresentada pelo PS, com apoio de Bloco, PCP e PEV

A comissão executiva da CGTP reuniu extraordinariamente nesta quarta-feira, 18 de novembro de 2015, para analisar a situação política.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral da CGTP declarou, segundo a Lusa:

“É inaceitável que uma semana após a aprovação da moção de rejeição ao programa de governo do PSD/CDS, que determinou a sua demissão, o Presidente da República persista em manter um Governo em usurpação de funções, a gerir negócios”.

Assim, a comissão executiva da CGTP decidiu convocar a concentração para dia 28 de novembro e no dia 24 promove uma “ação nacional de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores” que passa pela realização de plenários “no maior número de locais de trabalho possível”.

Em comunicado a central sindical considera que “no dia 4 de Outubro os trabalhadores e o povo disseram basta ao Governo PSD/CDS, e à sua política que, ao arrepio da Constituição da República Portuguesa, impôs a retirada de direitos aos trabalhadores e destruiu emprego a um ritmo sem paralelo, generalizou o desemprego e a precariedade, empurrou centenas de milhares de pessoas para a emigração, alienou as mais importantes empresas ainda na posse do Estado, degradou a Escola Pública, o SNS, e a Segurança Social pública, universal e solidária e pôs em causa a soberania do país.”

A central sindical considera inaceitável que “uma semana após a aprovação da moção de rejeição ao programa de governo do PSD/CDS, que determinou a sua demissão, o Presidente da República persista em manter um governo em usurpação de funções, a gerir negócios”.

De acordo com a CGTP“, a mudança passa inevitavelmente pela resposta aos problemas, necessidades e anseios dos trabalhadores e do povo e é indissociável, nomeadamente, da revogação da norma da caducidade da contratação colectiva e de outras matérias gravosas da legislação laboral para os sectores público e privado, da ruptura coma política geradora de desemprego, trabalho precário, desqualificado e com baixos salários, do aumento geral dos salários, do Salário Mínimo Nacional e das pensões de reforma, da reversão do processo de privatizações e da reposição dos feriados e dos dias de férias retirados.

“A recente decisão de formalizar a privatização da TAP, comprova que estamos perante um governo que, mesmo em gestão, exorbita as suas funções, conflitua com a maioria na Assembleia da República e põe em causa o interesse nacional. Esta é uma situação a que urge pôr termo", lê-se num comunicado da central sindical, que acrescenta ainda: “a participação activa dos trabalhadores e da população ganha, neste contexto, uma redobrada importância porque a sua luta foi determinante para resistir à política de direita e colocar o PSD/CDS em minoria.”

 

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