You are here

CGTP: 2017 é “momento certo” para aumentar salários e pensões

Arménio Carlos desafiou o governo a passar “à segunda fase” da reposição de salários e direitos.
Arménio Carlos desafiou governo a aumentar salários e pensões em 2017.

"Ao nível da reposição de salários e de direitos, chegou agora o momento de demonstrar à União Europeia que as políticas de empobrecimento não são uma inevitabilidade e, simultaneamente, mostrar que temos de passar à segunda fase. A segunda fase é a melhoria dos salários e dos direitos, já que não podemos aceitar que Portugal tenha em 2015 cerca de 42 por cento dos trabalhadores no ativo com salários base inferiores a 600 euros", declarou o secretário-geral da CGTP-IN, citado pela agêncioa Lusa, à saída de um encontro com o primeiro-ministro, no qual participou também o líder da CGT francesa, Phillipe Martinez.

Para Arménio Carlos, o Orçamento do Estado para 2017 é “o momento certo” para o aumento de salários e pensões, mas também para o corte em despesas “supérfluas” que beneficiam os “lóbis instalados”. "O rendimento médio das PPP para os acionistas privados ronda os 8,3 por cento ao ano. Ninguém paga juros desta natureza a não ser em Portugal", justificou.

Outro exemplo de despesa a ser cortada é o da contratação de privados para assegurar tarefas que antes eram cumpridas pelos serviços públicos  "com despesa para o Estado na ordem dos milhares de milhões de euros e em relação a atividades que podiam ser exercidas por trabalhadores da administração pública".

“Se for cortada a despesa supérflua, há condições para se melhorarem os serviços públicos e para se melhorarem as carreiras e os salários. Esta é a saída mais difícil, mas é preciso confrontar os ‘lobbies’ instalados", prosseguiu o líder sindical, lembrando que em Portugal 11% dos trabalhadores estão abaixo do limiar da pobreza, tal como 41% dos desempregados.

Termos relacionados Política
(...)