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CGD: Trabalhadores acusam PSD e CDS de quererem “desgastar a imagem da Caixa”

O Sindicato dos Trabalhadores ddas Empresas do Grupo CGD reuniu com o secretário de Estado do Tesouro, que garantiu que não haverá despedimentos. A próxima administração vai negociar a passagem à reforma de 2500 trabalhadores a partir do próximo ano.
Foto Paulete Matos.

A situação de indefinição sobre o futuro da Caixa Geral de Depósitos está a preocupar os trabalhadores, que no passado dia 30 reuniram com o secretário de Estado do Tesouro. Neste encontro, alertaram Mourinho Félix para a “lamentável e incompreensível situação” do banco funcionar desde abril com apenas 4 dos 7 administradores e também com o “secretismo que tem rodeado os nomes da nova Administração e a informação que circula na Imprensa de que todos serão oriundos de um mesmo Banco privado – o BPI”.

Outra das preocupações manifestada pelos trabalhadores é “o facto de a CGD estar a ser irresponsavelmente usada pelos partidos do anterior governo, para palco de ação política, com o resultado previsível da anunciada Comissão Parlamentar de Inquérito, vir a ser algo de extremamente desgastante para a imagem da Instituição”.

Quanto às notícias acerca da redução de 300 balcões e a redução de 2500 postos de trabalho, o secretário de Estado confirmou o número, explicando que a redução se fará a partir de 2017 e num prazo de três anos, mas sem despedimentos. “Foi garantido que não haverá despedimentos e que a redução passaria por reformas ou reformas antecipadas, sempre por acordo entre a CGD e o trabalhador”, informa o STEC, acrescentando que a maioria de balcões a encerrar está fora de Portugal.

Ainda segundo o comunicado do STEC, o governo negou a intenção de diminuir a quota de mercado da CGD, colocando o foco na necessidade de apoiar mais as PME e continuar a ser “o banco de referência” das famílias para o depósito das suas poupanças.

Administração demissionária desde junho, comissão de inquérito toma posse

O Ministério das Finanças confirmou à agência Lusa o pedido de demissão dos administradores da Caixa ainda em funções. A carta datada de 21 de junho, citada pelo Público, remete "para o Governo a responsabilidade pela resposta à indefinição que paira há meses sobre o maior banco do sistema".

Os atuais administradores continuarão em funções até à nomeação definitiva dos sucessores. No encontro com o STEC, o secretário de Estado afirmou que a tomada de posse da nova administração estaria pendente da avaliação da idoneidade dos elementos propostos, que deveria ficar concluída em breve.

No parlamento, a comissão de inquérito imposta por PSD e CDS vai tomar posse esta terça-feira. O Bloco de Esquerda será representado pelo deputado Moisés Ferreira, que afirmou ao Público que o partido “sempre recusou que fosse uma comissão de inquérito à recapitalização. Parece-nos que esse objectivo é claramente um objectivo político, de uma agenda até à privatização da Caixa”.

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