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CGD: Bloco requer audição urgente do Ministro das Finanças

O Bloco de Esquerda quer que Mário Centeno explique o processo de reestruturação da CGD, “nomeadamente sobre o encerramento de balcões e redução do número de trabalhadores”.
Bloco quer ouvir Mário Centeno sobre a reestruturação da CGD

Em requerimento entregue nesta sexta-feira (aceda ao documento) e assinado pela deputada Mariana Mortágua, o Bloco de Esquerda requer a presença com urgência do ministro das Finanças na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças para ser ouvido “sobre o processo de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos, nomeadamente sobre o encerramento de balcões e redução do número de trabalhadores”.

No documento refere-se que “o Bloco de Esquerda entende que uma das obrigações da Caixa enquanto banco público reside precisamente na manutenção de uma rede de agências que garantam o acesso a serviços bancários em todo o país”.

O documento sublinha que “a Caixa tem obrigação de estar onde o privado não chega” e que “acima de tudo, tem a obrigação de ser transparente quanto ao seu plano de presença geográfica”.

No texto realça-se ainda que “é preciso renovar as garantias de que a redução do número de trabalhadores não será feita com recurso a rescisões ‘amigáveis’ com base em pressões e ameaças, mais ou menos veladas, como assistimos já noutras instituições bancárias, nomeadamente no Novo Banco”. “A caixa tem obrigação de ter uma atitude irrepreensível na relação com os seus trabalhadores”, destaca o documento.

Questionado pela comunicação social, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, afirmou que “o que é estrutural e estruturante na CGD é também a sua proximidade geográficas” das pessoas.

“Para nós, é essencial termos uma Caixa forte, ela é forte recapitalizada, é forte estando ao serviço da economia, e sendo demonstrada a sua importância para as pessoas. É forte estando presente no país e, por isso a existência de uma rede de balcões é importante. A alteração nesta rede de balcões merece a nossa atenção”, salientou ainda Pedro Filipe Soares.

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