Mais uma vez, quinze enfermeiros do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) estão sem saber como vai ser o seu futuro. Estes profissionais foram contratados em dezembro de 2021, para fazer face ao plano de contingência para o inverno.
Apesar de serem extremamente necessários no CHO, estes trabalhadores estiveram quase a ser despedidos em abril. Nesta altura, em conferência de imprensa nas Caldas da Rainha, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) afirmava que estes enfermeiros “fazem falta, faziam falta e irão fazer falta” lembrando que “são necessárias, em média, 1.000 horas de trabalho extraordinário por mês só no Serviço de Urgência das Caldas da Rainha”. Consequentemente, o SEP apelava à contratação com vínculo definitivo para os quinze enfermeiros.
A contratação aconteceu, mas com novo vínculo precário, por mais quatro meses, período que está agora a terminar pelo que “a iminência de despedimento regressou”, afirma o SEP.
A estrutura sindical refere que a não renovação destes contratos “acarretaria um agravamento das condições laborais e a diminuição na qualidade, quantidade e segurança dos cuidados de saúde”.
O SEP considera que esta situação precária, “recorrente” nas instituições públicas, é “inadmissível” e defende a “vinculação destes Enfermeiros definitivamente, valorizando a Enfermagem e do Serviço Nacional de Saúde”. Defende também que o Ministério da Saúde aprove os mapas de pessoas das instituições do SNS “para que estas possam vincular e contratar os Enfermeiros (e outros profissionais), que têm sido indispensáveis para responder às necessidades assistenciais das populações”.
O Centro Hospitalar do Oeste, que integra as unidades hospitalares de Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, dá resposta às populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.