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Centeno fala em “choque inimaginável” para a economia portuguesa

Mário Centeno prevê perdas de 6,5% do PIB por cada 30 dias úteis de medidas de distanciamento social. E que a quebra trimestral seja "quatro ou cinco vezes maior" do que a maior quebra registada na última crise.
Mário Centeno
Mário Centeno. Foto União Europeia @

Em entrevista à TVI, Mário Centeno avançou algumas previsões preliminares que deixam antever um cenário preocupante para a economia portuguesa: o PIB anual pode cair 6,5% por cada 30 dias úteis de medidas de distanciamento social que a deixam “quase parada”, como as atuais.

Centeno garante que a economia está a “sofrer um choque inimaginável” e que, no segundo trimestre, a quebra será “quatro ou cinco vezes maior” do que a maior queda trimestral na última crise, o que aponta para que o haja uma variação homóloga do PIB neste trimestre de cerca de 20% (em 2012, a maior queda trimestral registada foi de 4,3%). Em termos anuais, contudo, o ministro das Finanças diz que não espera que a queda do PIB chegue a dois dígitos.

Centeno prevê, ainda assim, que a quebra da atividade económica e do rendimento supere todos os recordes históricos em Portugal. Para as contas públicas, a queda das receitas, o aumento das despesas e a atuação dos “estabilizadores automáticos” (como transferências sociais) terá um forte impacto, podendo chegar a 6 ou 7 mil milhões de euros, o que equivale a uma degradação do saldo orçamental entre 3% e 3,5%.

Quanto à recuperação, Centeno projeta que Portugal regresse aos níveis económicos de 2019 dentro de dois anos, o que parece otimista face à dimensão histórica da crise que o país atravessa. O FMI já avisara que a economia global se deve preparar para uma “contração histórica” que poderá ser a maior de que há registo desde a depressão da década de 1930.

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