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Cavaco falhou ao esquecer-se do combate às desigualdades sociais

Marisa Matias lembrou que, quando há “uma dose tão grande de austeridade e sacrifícios” como Portugal teve, são as pessoas “que já estão mais em baixo que sofrem mais”, e acusou Cavaco Silva de nada ter feito a esse respeito.
Foto de Paulete Matos

Depois de uma visita à Associação Cultural Moinho da Juventude, na Cova da Moura, Marisa Matias lembrou que "as desigualdades são transversais à sociedade portuguesa e têm que ser combatidas”.

Para a candidata presidencial, Cavaco Silva “falhou claramente” no seu dever, e juramento que fez, de cumprir a Constituição em “todo o seu conteúdo e não apenas a capa”, lembrando que este “não fez nada” para combater as desigualdades sociais, “nem sequer uma referência, a não ser em alguns discursos anuais”.

Marisa Matias sublinhou que “as pessoas estão cá todos os dias, trabalham todos os dias, e merecem mais atenção do que uma referência num discurso anual”, e que Cavaco Silva “podia ter feito muito” a esse respeito, porque enquanto Presidente da República esteve numa “posição por excelência para dar voz aos que têm menos voz e para pôr em diálogo setores da sociedade que são normalmente esquecidos ou que são mais escondidos dos grandes debates”.

As desigualdades são transversais à sociedade portuguesa e têm que ser combatidas

A candidata salientou que “houve um agravamento muito grande das desigualdades”, que Portugal continua a ser um país onde há “muita exclusão social” e “muitas desigualdades”, e lamentou que esse combate tenha ficado “esquecido do roteiro da Presidência da República. "Não é preciso inventar a roda, basta cumprir e levar a sério o que está no texto constitucional", evidenciou.

Sobre a realidade do bairro que visitou, da Cova da Moura, na Amadora, destacou que é uma comunidade em “onde vivem muitas pessoas que precisam de serviços dignos” e com muita gente a trabalhar “a recibo verde há tantos anos, e que querem ver a sua situação resolvida”.

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