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Catarina: "valorizar pensões acima da inflação é prioridade do Bloco"

Catarina Martins prestou declarações no final da Marcha pelo Tejo sobre as prioridades para o Bloco para o próximo Orçamento do Estado, sobre a tributação de mais valias e a urgência do encerramento da central de Almaraz.
Carlos Matias, Catarina Martins e Helena Pinto durante a Marcha pelo Tejo que decorreu este sábado, foto de Paulete Matos.

“As nossas negociações são sempre no sentido de proteger salários e pensões, a escola pública, o serviço nacional de saúde, garantir emprego, condições de vida e de justiça e achamos que no Orçamento que aí vem é importante olhar com muita atenção para os pensionistas, que perderam muito rendimento nos últimos anos” afirmou este sábado a coordenadora bloquista. 

“Temos pensionistas em Portugal que vivem com pensões tão baixas que todos os dias são obrigados a fazer escolhas impossíveis: entre a despesa da casa e a despesa dos medicamentos, entre ajudar os netos ou prover aos filhos. Neste Orçamento do Estado, para o Bloco de Esquerda, a prioridade é seguramente que as pensões sejam valorizadas acima da inflação, para responder a quem tem perdido tanto”.

“Formas de riqueza que não são salários nem pensões devem ser tributadas”

Questionada sobre o fim da sobretaxa do IRS e a progressividade dos escalões, Catarina explicou que “a sobretaxa fez parte do gigantesco aumento de impostos de Vítor Gaspar sobre os salários e agora para toda a gente. É normal que quem ganha menos tenha tido primeiro o final da sobretaxa, o Bloco lutou para que assim fosse”. 

“Quanto à progressividade do IRS, o Bloco tem a posição que o IRS tem de ser mais progressivo para proteger mais quem tem baixos salários e porque quem ganha mais deve pagar mais” afirmou Catarina, que acrescentou que “para o Bloco, as formas de riqueza que não são salários nem pensões, são as mais valias, as fortunas imobiliárias, devem ser tributadas”. 

A maioria da receita fiscal em Portugal provém de salários, “as outras formas de riqueza são muito pouco tributadas e, para haver mais justiça fiscal, não é só da progressividade do IRS de que precisamos, é também de tributar as fortunas que não são rendimento do trabalho”.

“Central de Almaraz tem de começar a ser desmantelada”

Reagindo à notícia que será construído um armazém de resíduos nucleares na Central Nuclear de Almaraz, em Espanha, Catarina afirmou que o governo português tem de exigir ao governo do Estado espanhol o encerramento da central de Almaraz. “Foi aprovado um projeto de resolução na Assembleia da República para isso mesmo, e é preciso dar passos, a central de Almaraz tem de começar a ser desmantelada” exigiu Catarina Martins.

Por último, a Marcha pelo Tejo passou no local onde a fábrica Fabrióleo faz as suas descargas, poluindo o rio. “É impossível estar neste sítio pelo cheiro. A Fabrióleo há dez anos polui que o rio, é inaceitável que esta situação se prolongue e que ainda não tenha acontecido nada. A fábrica continua a poluir de uma forma completamente impune e isso tem de acabar, é preciso respeitar as pessoas que aqui vivem, o Estado tem obrigação de intervir fortemente para que isto pare”, concluiu a coordenadora do Bloco.

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