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Catarina propõe nova descida do preço dos passes para 20 euros

O anúncio do Governo de que tem uma folga de 150 milhões no Fundo Ambiental deve permitir acelerar a transição climática nas áreas metropolitanas, em vez de servir para pagar os lucros das elétricas, defendeu a coordenadora do Bloco.
Bloco, ação de campanha no mercado de Benfica - Foto esquerda.net
Bloco, ação de campanha no mercado de Benfica - Foto esquerda.net

Numa ação de campanha no mercado de Benfica, em Lisboa, Catarina Martins defendeu que “estão reunidas as condições para um novo abaixamento do preço dos passes e investimento na oferta de transporte público” nas áreas metropolitanas do país, “até porque o ministro do Ambiente nos veio dizer que tem uma folga de 150 milhões de euros no Fundo Ambiental. Essa folga não deve ser usada para pagar lucros excessivos e exorbitantes das elétricas, mas sim para descarbonização da economia e para os transportes públicos”, insistiu a coordenadora do Bloco.

“Com essa folga é possível ter a curto prazo passe social gratuito para estudantes, pensionistas e pessoas em situação de desemprego. E garantir que numa área metropolitana ninguém paga mais de 20 euros pelo passe. Não é do ponto de vista orçamental mais pesado do que o que já foi feito”, recordou Catarina, apontando que “a redução do preço dos passes custou menos de 150 milhões de euros” num esforço financeiro repartido pelo Estado e as autarquias.

“O transporte coletivo deve ser a norma e não a exceção nas deslocações por questões sociais e questões climáticas. Não basta dizermos que estamos muito preocupados com o clima e as injustiças sociais, são precisos passos concretos. Este um passo fundamental do ponto de vista da emergência climática”, sublinhou Catarina.

A coordenadora do Bloco destacou ainda o papel dos autarcas na redução das tarifas. “A primeira redução do preço do passe começou por estar inscrita no acordo que o Bloco fez com o PS em Lisboa. Foi a ação combinada de autarcas à esquerda com a negociação do Orçamento do Estado que permitiu isso. Os eleitos e eleitas do Bloco vão ser uma força nas autarquias para conseguir esta redução do preço do passe para o máximo de 20 euros e garantir que estudantes, pensionistas e pessoas em situação de desemprego têm o passe gratuito”, afirmou Catarina aos jornalistas.

Questionada sobre se a campanha autárquica terá sido esclarecedora para o eleitorado, Catarina respondu que pela parte que toca ao Bloco de Esquerda “fizemos ações específicas sobre os temas que nos trouxeram a esta campanha e sobre o que achamos que podem ser soluções para a habitação, transportes, clima, igualdade. E ao mesmo tempo andámos por todo o país a ouvir as pessoas. Fizemos o trabalho que é suposto as forças políticas fazerem: apresentarem proposta e ouvirem o país”.

Em seguida, deixou um apelo às pessoas a “que não fiquem em casa e que no domingo vão votar em quem os vai defender nas autarquias: pela habitação, pelos transportes, pelo ambiente, pela igualdade. Esse voto é no Bloco de Esquerda”.

 

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